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Trump pressiona Putin a buscar acordo para encerrar conflito com a Ucrânia
O presidente americano, Donald Trump, instou seu contraparte russo, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (20), a buscar um acordo para "pôr fim à guerra" na Ucrânia, sem o qual, afirmou, ele está "destruindo a Rússia".
Antes de ser empossado como o 47º presidente dos Estados Unidos, Trump disse que se preparava para reunir com Putin a fim de "terminar" com este conflito, desencadeado pela invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.
No Salão Oval da Casa Branca, o novo presidente americano insistiu, em declarações a jornalistas, que "devia falar com o presidente Putin (...) que ficará muito satisfeito de pôr fim a esta guerra".
Mas pela primeira vez, Trump exerceu clara pressão sobre o presidente russo, ao considerar que seu país se dirige para uma catástrofe caso se recuse a fechar um acordo de cessar-fogo ou de paz com o ucraniano Volodimir Zelensky.
"Zelensky quer fazer um trato, não sei se Putin quer, pode ser, deveria fazer um trato. Acho que está destruindo a Rússia ao não chegar a um acordo", disse Trump.
"Acho que a Rússia terá grandes problemas", acrescentou.
Os comentários marcam uma postura incomumente crítica de Trump sobre Putin, por quem expressou admiração no passado.
"Eu me dei muito bem com ele, esperaria que quisesse chegar a um acordo", afirmou, lembrando que "a maioria das pessoas pensava que a guerra terminaria em uma semana, e agora estamos em três anos".
Ele acrescentou que a economia russa está sendo duramente impactada, inclusive pela inflação.
Putin também se referiu mais cedo ao tema da guerra na Ucrânia e disse estar "aberto ao diálogo" para alcançar uma "paz duradoura".
"Nós também estamos abertos ao diálogo com a nova administração americana sobre o conflito ucraniano", afirmou Putin, durante uma reunião com ministros, transmitida pela TV russa.
M.Vogt--VB