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Lula espera que Trump contribua para 'um mundo mais justo e pacífico'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, nesta segunda-feira (20), seu desejo de que o contraparte americano, Donald Trump, contribua para "um mundo mais justo e pacífico" e de que os Estados Unidos continuem sendo um "parceiro histórico" do Brasil, ao cumprimentar o republicano por sua posse na Casa Branca, nesta segunda-feira (20).
"Desejo ao presidente Trump um mandato exitoso, que contribua para a prosperidade e o bem-estar do povo dos Estados Unidos e um mundo mais justo e pacífico", manifestou Lula, segundo nota do Palácio do Planalto.
O presidente brasileiro, que coincidiu com o agora ex-presidente americano Joe Biden na promoção de políticas ambientais, disse que o Brasil e os Estados Unidos têm uma amizade histórica e defendeu continuar colaborando em áreas como comércio, ciência, educação e cultura durante o governo do magnata.
Trump afirmou, nesta segunda, que sua administração vai retirar pela segunda vez os Estados Unidos do Acordo climático de Paris.
Mais cedo, Lula havia dito que esperava que os Estados Unidos continuassem sendo um "parceiro histórico" do Brasil.
"Da nossa parte, não queremos briga, nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com a China, nem com a Índia, nem com a Rússia", acrescentou.
"Queremos paz, queremos harmonia. Queremos uma relação onde a diplomacia seja a coisa mais importante, e não a desavença e a encrenca", disse Lula.
O Brasil é um dos dez países americanos que expressaram "grave preocupação" com a promessa de Trump de ordenar a maior operação de deportação de estrangeiros da história do país, assim que assumir o cargo.
No país, o republicano tem um aliado no ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem considera um "amigo".
Bolsonaro, impedido pelo Supremo Tribunal Federal a viajar a Washington para a posse de Trump, disse no sábado que espera que o presidente americano recém-empossado o ajude a reverter sua inabilitação política.
Bolsonaro está impedido de disputar eleições até 2030 por ter criticado, sem apresentar provas, o sistema eleitoral brasileiro nas eleições de 2022, quando foi derrotado por Lula.
R.Flueckiger--VB