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Milhares protestam contra Donald Trump em Washington
Milhares de pessoas foram às ruas de Washington, neste sábado (18), contra as políticas anunciadas por Donald Trump e seu Partido Republicano, dois dias antes da volta do empresário à Casa Branca.
A chamada "Marcha do Povo" foi organizada por um coletivo de movimentos de defesa dos direitos civis e da justiça social, incluindo o grupo por trás da Marcha das Mulheres, que atraiu centenas de milhares de pessoas para a capital americana antes da primeira posse de Trump, em 2017.
Os manifestantes protestam contra uma série de temas que consideram sob ataque por Trump e líderes de seu partido, inclusive o direito ao aborto, o combate às mudanças climáticas, as proteções contra a violência armada e os direitos dos imigrantes.
Na marcha multicolorida viram-se alguns gorros cor-de-rosa em forma de gato, uma referência ao evento de 2017. Os participantes se reuniram em três parques antes de caminharem até o Memorial de Lincoln para um ato.
"Estas leis ameaçam nossas vidas. As mulheres estão morrendo", disse Aisha Becker-Burrowes, cuja voz mal podia ser ouvida devido aos cânticos que repetiam, "Meu corpo, minha escolha".
Susan Dutwells, uma mulher de 60 anos que viajou da Flórida com a filha para participar da marcha, disse que está "assustada" e "enojada" com a volta de Trump ao Salão Oval.
"Tanta gente está votando contra seus próprios interesses. Eu não entendo", disse Dutwells à AFP.
Sarah Kong, uma psiquiatra que viajou de Chicago com a mãe para participar de sua primeira marcha, afirmou que gostaria de protestar de novo.
"Eu me sinto motivada, estimulada por todas estas pessoas. Tenho fé no futuro, embora esteja assustada", resumiu.
Outras manifestações similares estão previstas em diferentes locais dos Estados Unidos, inclusive em Nova York.
O protesto ocorre depois que o novo "czar fronteiriço" de Trump, Tom Homan, disse à Fox News que uma "grande batida" ocorreria no país pouco depois de Trump ser empossado no cargo, na próxima segunda-feira.
Em seu segundo mandato, após perder as eleições presidenciais para Joe Biden em 2020, Trump planeja deportar milhões de imigrantes em situação irregular.
K.Sutter--VB