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Quase 20 milhões de pessoas precisam de ajuda no Iêmen, diz ONU
A crise humanitária se agrava no Iêmen, onde cerca de 20 milhões de pessoas vão precisar de ajuda humanitária neste ano, anunciou a ONU nesta quarta-feira (15), expressando especial preocupação com a situação das crianças desnutridas.
"A população do Iêmen segue enfrentando uma crise humanitária e de proteção civil grave", disse ao Conselho de Segurança Joyce Msuya, subchefe do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (Ocha). "Pelo menos 19,5 milhões de pessoas no Iêmen vão precisar de ajuda humanitária e proteção neste ano, 1,3 milhão a mais do que em 2024."
Quase metade da população do país (mais de 17 milhões de pessoas) "não pode satisfazer suas necessidades alimentares básicas", acrescentou a representante da ONU, expressando preocupação com "os mais marginalizados, como as mulheres e meninas, e as 4,8 milhões de pessoas deslocadas".
Entre os mais ameaçados, "quase metade dos menores de 5 anos sofrem um atraso grave de crescimento devido à desnutrição", ressaltou Joyce, mencionando a epidemia de cólera no país.
O enviado da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, que visitou a capital Sanaa, controlada pelos rebeldes huthis, enfatizou a necessidade de ajuda às vítimas da epidemia.
A guerra no Iêmen já matou centenas de milhares de pessoas desde 2014 e causou uma das piores crises humanitárias do mundo.
H.Kuenzler--VB