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Regime de Maduro está 'fraco', mas é 'perigoso', diz opositor González
O opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais de julho em seu país, disse, nesta quarta-feira (15), na Guatemala, que o governo de Nicolás Maduro está "fraco" e "sozinho", mas continua sendo "perigoso".
"Esse é um regime [na Venezuela] que a cada dia está mais sozinho, mas não menos perigoso", assinalou González Urrutia em um encontro com venezuelanos radicados na Guatemala, que lotaram um auditório na capital.
O opositor chegou ao país centro-americano na terça-feira, vindo da República Dominicana, parte de um giro em busca de apoio internacional.
Na tarde desta quarta, ele se reunirá a portas fechadas com o presidente guatemalteco Bernardo Arévalo, que na semana passada expressou que o "regime ilegítimo" de Maduro deve cessar a "usurpação".
"Na medida em que [o governo de Maduro] está fraco, nessa mesma medida tende a ser mais perigoso, como está fazendo com muita gente, incluindo meus familiares que mantêm sequestrados", acrescentou González Urrutia, em alusão ao esposo de sua filha, que está detido.
Ele também lembrou a "tentativa" do governo de "levar" a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, em 10 de janeiro, após uma manifestação multitudinária em repúdio à posse de do líder chavista.
Maduro foi empossado como presidente em uma cerimônia "apagada" em um "salãozinho" e "cercado de ditadores", afirmou o opositor, referindo-se aos presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e Nicarágua, Daniel Ortega.
A autoridade eleitoral venezuelana proclamou Maduro como vencedor, com 52% dos votos, das eleições de 28 de julho, mas, até o momento, segue sem publicar a apuração detalhada, como determina a lei. A oposição assegura que González Urrutia venceu o pleito, com 70% dos votos.
"Preparem-se para o retorno à Venezuela. Vocês serão os protagonistas da reconstrução do país", expressou González aos venezuelanos no auditório, que o chamaram em coro de "presidente".
O ativista venezuelano Carlos Rodríguez disse a jornalistas que González Urrutia, exilado na Espanha desde setembro, continuará seu giro por alguns países da América Central, mas não deu detalhes por motivos de "segurança".
B.Baumann--VB