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EUA e Coreia do Sul pedem que Coreia do Norte retire tropas da Rússia
Os chefes da Defesa dos Estados Unidos e da Coreia do Sul pediram nesta quarta-feira (30) à Coreia do Norte que retire suas tropas da Rússia, onde Washington afirma que cerca de 10.000 soldados norte-coreanos foram destacados para uma possível atuação contra as forças ucranianas.
"Peço que retirem suas tropas da Rússia", disse o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, no Pentágono, onde estava acompanhado do colega sul-coreano, Kim Yong-hyun, que solicitou a retirada imediata das forças de Pyongyang.
Austin afirmou que os Estados Unidos "continuarão trabalhando com aliados e parceiros para dissuadir a Rússia de empregar essas tropas em combate", mas advertiu que é provável que Moscou o faça.
Se as tropas norte-coreanas “lutam ao lado dos soldados russos nesse conflito e atacam soldados ucranianos, estes últimos têm o direito de se defender", ressaltou Austin, acrescentando que os soldados norte-coreanos estariam recebendo “uniformes e equipamentos russos”.
Para o ministro da Defesa sul-coreano, o destacamento militar do Norte poderia “levar a uma escalada das ameaças à segurança da península coreana".
Segundo Washington e Seul, cerca de 10 mil militares norte-coreanos estão na Rússia, embora sua missão não esteja claramente identificada.
O Pentágono havia informado ontem ter detectado "um pequeno número" de tropas norte-coreanas mobilizadas na região russa de Kursk, onde as forças ucranianas realizam uma ofensiva terrestre desde agosto.
Especialistas apontaram que, em troca desse apoio, a Coreia do Norte pode estar pretendendo adquirir tecnologia militar, desde satélites de vigilância até submarinos, além de possíveis garantias de segurança.
O embaixador da Rússia na ONU negou a presença de tropas norte-coreanas em suas fileiras na Ucrânia. "Essas declarações sobre soldados norte-coreanos em nossa frente de guerra são mentiras descaradas e buscam apenas desviar a atenção dos problemas realmente importantes que ameaçam a paz e segurança internacionais", disse Vassily Nebenzia ao Conselho de Segurança, acusando Washington e Londres de propagar "desinformação".
Pyongyang também negou ter fornecido soldados à Rússia, embora os dois países tenham reforçado sua aliança política e militar durante o conflito na Ucrânia.
Diplomatas russos anunciaram hoje que a chanceler da Coreia do Norte, Choe Son Hui, viajará a Moscou para ter "conversas estratégicas" com seu colega russo. Já o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, discutiu a guerra na Ucrânia com o vice-chanceler russo, Andrei Rudenko, em meio à polêmica sobre os laços militares entre Moscou e Pyongyang.
A.Zbinden--VB