-
Alemanha escolhe Munique como candidata a sediar Jogos Olímpicos
-
Menino de 11 anos brilha nos eSports dos Jogos Asiáticos
-
Bombardeios de Rússia e Ucrânia deixam pelo menos sete mortos
-
EUA e China abrirão 'canal de comunicação' sobre IA após cúpula Trump-Xi
-
Papa celebra missa multitudinária na Champs-Elysées, em Paris
-
George Russell vence GP do Azerbaijão de F1; Antonelli é 5º
-
Sobe para seis o número de mortos em desabamento de prédio em Atenas
-
Corpos de turistas americanos são recuperados após prédio desabar em Atenas
-
Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Ormuz, que Trump teria rejeitado
-
Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes
-
Chega ao fim 2º ciclo de diálogos entre governo interino e oposição na Venezuela
-
Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Estreito de Ormuz em sete dias
-
Mulher que afirmou ter sido estuprada por Jay-Z diz que fez 'acusações falsas'
-
Mbappé sofre lesão no joelho e deixará concentração da França
-
Chapecoense retorna ao local da tragédia aérea dez anos depois
-
Itália perde em casa para Bélgica (2-0) no retorno de Mancini
-
Suprema Corte concede a Trump uso de banco de dados para verificar registros eleitorais
-
França vence Turquia (1-0) na estreia de Zidane
-
Sindicato de jogadores da NFL se preocupa com estado do gramado do Maracanã
-
Dificuldades e "muitas expectativas" no berço da indústria petrolífera da Venezuela
-
Tribunal de apelações dos EUA mantém veto do Pentágono à Anthropic
-
Combates se intensificam no norte da Etiópia
-
Foto de encontro com Xi publicada por Trump parece ter sido retocada com IA
-
Trump e Xi se despedem com poucos resultados, mas com novos encontros previstos
-
Ataques russos em plena luz do dia deixam sete mortos em Kiev
-
Brasil encerra competição em San Sebastián com 'Vicentina Pede Desculpas'
-
Manchester City é considerado culpado de 114 infrações financeiras, diz The Athletic
-
Rússia reavalia posição sobre negociações de paz após ataques ucranianos, diz Putin
-
"Minha melhor oportunidade", diz Harry Kane sobre disputa da Bola de Ouro
-
Musiala e Havertz são cortados da seleção da Alemanha por lesão
UE pede investigação sobre eleições legislativas na Geórgia; presidente convoca protestos
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, pediu neste domingo (27) que se investigue as "irregularidades" nas eleições legislativas da Geórgia, um pleito polêmico vencido pelo partido governante, acusado de aproximação com a Rússia, segundo os resultados divulgados pela comissão eleitoral.
Após a apuração de mais de 99% das urnas, o Sonho Georgiano, que a oposição acusa de autoritarismo pró-russo, soma 54% dos votos contra 37% da coalizão opositora de quatro partidos pró-europeus, anunciou o presidente da Comissão Eleitoral Central (CEC), Giorgi Kalandarishvili.
Observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de organismos da União Europeia consideraram, no entanto, que as eleições foram "marcadas por desigualdades [entre candidatos], pressões e tensões".
O Sonho Georgiano teve "muitos benefícios", incluindo financeiros, e houve "casos de compra de votos" e de violação do "sigilo do voto", afirmaram em comunicado.
A presidente Salome Zourabichvili, que apoia a aproximação com o Ocidente e está em choque com o governo, denunciou uma "falsificação total" das eleições, considerando que o seu país é "vítima" de uma "operação russa", e convocou a manifestações para esta segunda-feira.
As autoridades devem "investigar e julgar de forma rápida, transparente e independente as irregularidades eleitorais e as denúncias a respeito", escreveu Charles Michel na rede X.
Os observadores do Parlamento Europeu destacaram que a votação representou um "retrocesso democrático".
- 'Lutamos por liberdade' -
Por sua vez, o líder do partido Akhali, Nika Gvaramia, denunciou "uma usurpação do poder e um golpe constitucional" por parte do governo. "O Sonho Georgiano não permanecerá no poder", acrescentou.
O ex-presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, pró-União Europeia e atualmente preso, também convocou, através do Facebook, "manifestações multitudinárias" para "mostrar ao mundo que lutamos por liberdade e que somos um povo que não tolera a injustiça".
A UE alertou que o resultado destas eleições deve influenciar as possibilidades de adesão da Geórgia ao bloco, um objetivo que está na Constituição deste país de quase quatro milhões de habitantes.
Geralmente divididas, as forças de oposição conseguiram estabelecer uma frente inédita contra o governo, formada, entre outros, pelo MNU do ex-presidente detido Saakashvili.
A aliança opositora prometeu que, em caso de vitória, formaria um governo de coalizão e implementaria reformas eleitorais, judiciais e a revogação de leis promulgadas recentemente.
A presidente Zourabichvili denunciou incidentes violentos em alguns locais de votação.
- Entre Bruxelas e Moscou -
O governo anunciou neste domingo que o primeiro-ministro húngaro, o ultraconservador Viktor Orban, firme aliado do partido governista e atual presidente rotativo da UE, visitaria a Geórgia nesta segunda.
O Sonho Georgiano, no poder desde 2012, é acusado de entrar em uma espiral rumo à implementação de um regime autoritário pró-Rússia que se distancia da UE e da Otan. Alguns dirigentes do partido são muito críticos em relação ao Ocidente.
O país às margens do Mar Negro está ainda muito marcado pela invasão russa em uma guerra rápida em 2008, depois da qual Moscou instalou bases militares em duas regiões separatistas georgianas, Abkhazia e Ossétia do Sul, que reconheceu como Estados independentes.
O partido governante fez campanha com base no lema de que é o único capaz de impedir uma suposta "ucranização" da Geórgia.
O governo declarou antes das eleições que buscava obter 75% das cadeiras do Parlamento, uma ampla maioria que permitiria mudar a Constituição e proibir os partidos opositores pró-Ocidente.
A Geórgia foi abalada em maio por grandes manifestações da oposição contra uma lei sobre "influência estrangeira" inspirada na legislação russa utilizada para reprimir a dissidência.
Bruxelas congelou o processo de adesão do país à UE e o governo dos Estados Unidos adotou sanções contra autoridades georgianas acusadas de autorizar uma "repressão brutal" contra os manifestantes.
O foco mais recente de tensão entre Bruxelas e Tiblissi foi a promulgação, no início do mês, de uma lei que restringe severamente os direitos das pessoas LGBTQIA+.
A.Zbinden--VB