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Trump paga fiança de US$ 175 milhões em caso de fraude fiscal
O ex-presidente Donald Trump pagou uma fiança de US$ 175 milhões (R$ 884 milhões) nesta segunda-feira (1º) perante a Justiça dos Estados Unidos, para evitar o embargo de suas propriedades após ter sido condenado em um caso de fraude financeira, segundo documentos judiciais.
Trump tinha até quinta-feira para entregar a fiança neste caso, para o qual ele apresentou um recurso. Aspirante a retornar à Casa Branca nas eleições de novembro, o ex-presidente terá que enfrentar a partir de 15 de abril outro processo judicial, neste caso penal, por supostamente ter pago US$ 130 mil (R$ 657 mil) a uma ex-estrela pornô em troca de seu silêncio no final da campanha eleitoral de 2016.
Uma semana atrás, um tribunal de apelações de Nova York aliviou a pressão financeira sobre o bilionário republicano ao reduzir a fiança para US$ 175 milhões.
"Respeito profundamente a decisão do tribunal de apelações e pagarei 175 milhões de dólares [...] muito rapidamente, dentro de dez dias", reagiu na época o candidato presidencial republicano.
Em meados de fevereiro, Donald Trump foi multado em US$ 454 milhões (R$ 2,29 bilhões) junto com seus filhos Eric e Don Jr. por fraude financeira dentro de seu império imobiliário, a Trump Organization.
Eles foram acusados de inflar seus ativos imobiliários, como a Trump Tower e o edifício 40 Wall Street de Nova York, em bilhões de dólares o longo da década de 2010 para obter empréstimos mais favoráveis dos bancos.
Após a condenação, a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, ameaçou determinar penhoras para recuperar o valor da multa, citando o edifício 40 Wall Street.
A corrida de obstáculos judiciais, no entanto, está longe de terminar para o ex-presidente, que venceu as primárias para a candidatura presidencial do seu partido e, exceto surpresas, enfrentará Joe Biden em novembro.
Trump tem quatro processos criminais pendentes. Ele deve enfrentar dois na Geórgia e em um tribunal federal em Washington, pelas supostas tentativas de ilegais de reverter os resultados das eleições presidenciais de 2020. O outro caso está relacionado com a posse de documentos confidenciais quando deixou a Casa Branca em 2021.
A realização dos julgamentos destes casos antes das eleições presidenciais é incerta, após vários adiamentos devido a recursos apresentados pelos advogados de Trump.
H.Kuenzler--VB