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EUA pede que Panamá tire bandeira de navios usados pelo Irã para evitar sanções
Os Estados Unidos pediram ao Panamá, nesta quarta-feira (13), que não permita o uso de sua bandeira em navios que transportam petróleo do Irã, suspeitando que a República Islâmica esteja usando petroleiros com a bandeira do país centro-americano para contornar as sanções impostas por Washington.
"Irã e seus grupos afiliados estão tentando evitar as sanções aqui no Panamá, estão tentando abusar do registro de bandeiras" dos navios, disse o enviado especial dos Estados Unidos para o Irã, Abram Paley.
O enviado americano explicou que está visitando o Panamá para pedir às autoridades que retirem a bandeira panamenha das embarcações que violarem as sanções impostas contra Teerã.
"Estamos aqui no Panamá para coordenar com o governo panamenho nosso esforço conjunto para garantir que o registro de navios não seja abusado por entidades que tentam evitar nossas sanções ao Irã", acrescentou Paley em uma coletiva de imprensa.
O Panamá é um dos principais países do mundo em termos de registro de conveniência. Segundo dados oficiais, possui 8.500 navios registrados.
Os Estados Unidos suspeitam que algumas dessas embarcações estejam sendo utilizadas pelo Irã para transportar petróleo ou derivados, evitando as sanções, o que serviria para financiar grupos pró-iranianos que Washington considera terroristas.
O Irã enfrenta severas sanções econômicas impostas por Washington durante o governo de Donald Trump (2017-2021), que retirou os EUA unilateralmente do acordo nuclear internacional em 2018.
Esse acordo, alcançado três anos antes, previa restrições ao programa nuclear iraniano. Após a retirada dos EUA, Teerã começou a se libertar dos compromissos estabelecidos por esse pacto.
Segundo Paley, pelo menos seis navios com bandeira panamenha teriam violado essas sanções desde janeiro.
O governo americano acusa o Irã de financiar os rebeldes huthis do Iêmen e outras organizações como Hezbollah e Hamas com os rendimentos obtidos pela venda de petróleo.
Paley também declarou que, com essas sanções, os Estados Unidos buscam atingir "as finanças e as redes comerciais de petróleo dos huthis".
Este grupo rebelde apoiado pelo Irã tem perpetrado vários ataques contra embarcações no Mar Vermelho após a invasão de Israel a Gaza, gerando importantes perdas econômicas para nações ocidentais.
"Esperamos que o governo panamenho continue trabalhando conosco com base em suas leis nacionais e obrigações internacionais para abordar essas preocupações", disse Paley.
S.Spengler--VB