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Presidente da Colômbia apoia Lula em disputa com Israel
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou, nesta terça-feira (20), sua "solidariedade integral" a seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, envolvido em uma crise diplomática com Israel por comparar a guerra em Gaza com o Holocausto.
"Em Gaza há um genocídio e milhares de crianças, mulheres e idosos civis são assassinados covardemente. Lula apenas disse a verdade e a verdade precisa ser defendida, ou a barbárie nos aniquilará", escreveu Petro na rede social X (antigo Twitter).
"Expresso minha solidariedade integral ao presidente do Brasil", acrescentou o primeiro mandatário de esquerda da história da Colômbia.
No domingo, o presidente Lula acusou Israel de cometer um "genocídio" contra os palestinos da Faixa de Gaza, e comparou a ofensiva israelense com o extermínio dos judeus pelos nazistas.
Em resposta, Israel o declarou "persona non grata" e, na sequência, o Brasil chamou para consultas seu embaixador em Tel Aviv.
A guerra foi desencadeada pelo ataque do movimento islamista Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, que deixou cerca de 1.160 mortos, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados israelenses.
Os combatentes palestinos também tomaram como reféns 250 pessoas, das quais 130 permanecem retidas em Gaza, incluindo 30 que teriam morrido em cativeiro.
Em represália, Israel lançou uma ofensiva para "aniquilar" o Hamas, que já provocou pelo menos 29.195 mortes, mulheres e crianças em sua maioria.
Petro, que aceitou em janeiro um pedido do governo de Israel para mediar na libertação dos reféns em poder do Hamas, fez um chamado aos países latino-americanos a se unirem "para que cesse a violência de imediato na Palestina".
No fim de 2022, o presidente da Colômbia também comparou as ações do Exército israelense em Gaza com as dos nazistas, desatando uma crise diplomática que terminou com um encontro com o embaixador de Israel em Bogotá.
Brasil e Colômbia apoiam a demanda apresentada pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) pela suposta violação da Convenção de 1948 contra o Genocídio.
P.Vogel--VB