-
Paramount chega a acordo com estados dos EUA para megafusão com Warner Bros.
-
EUA anuncia que companhias aéreas iranianas deixarão de operar em dois dias
-
Menor viaja de Ceuta à Península Ibérica no compartimento inferior do ônibus do Valladolid
-
Argentina estima que visita do papa mobilizará sete milhões de fiéis
-
Segundo navio reporta impacto nas águas de Ormuz, diz agência britância
-
Principais emissoras de TV dos EUA suspendem cobertura conjunta de Trump em apoio à CNN
-
Partido alemão de extrema esquerda rejeita acusações de antissemitismo
-
Merz promete seguir governando pelo 'futuro democrático' da Alemanha
-
Incêndio que ameaça joia turística da Colômbia está parcialmente sob controle
-
Extrema direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
-
Merz promete manter governo pelo 'futuro democrático' da Alemanha
-
'Lofi Girl', um fenômeno mundial no YouTube com música relaxante
-
Partido de Putin conquista supermaioria nas eleições parlamentares
-
CNN, MS NOW e Politico vão processar governo Trump por impedi-los de entrar na Casa Branca
-
Leão XIV, o americano reservado que começa a afirmar seu estilo
-
Luis de la Fuente renova contrato com a seleção espanhola até 2032
-
Exterma direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
-
Samlingen Haupt: Vad pengar avslöjar om oss människor
-
Haupt Koleksiyonu: Paranın Biz İnsanlar Hakkında Anlattıkları
-
Modelo Presley Gerber, filho de Cindy Crawford, morre aos 27 anos
-
हॉप्त् कलेक्शन: पैसा हमारे बारे में एक इंसान के रूप में क्या प्रकट करता है
-
Συλλογή Haupt: Τι αποκαλύπτει το χρήμα για εμάς τους ανθρώπους
-
ハウプト・コレクション:お金が人間について明かすこと
-
하우프트 컬렉션: 돈이 우리 인간에 대해 드러내는 것
-
Колекція Гаупта: Що гроші розповідають про нас, людей
-
Sbírka Haupt: Co o nás lidech prozrazují peníze
-
Estados Unidos deportaram mais de 25.000 pessoas para terceros países sob acordos sigilosos
-
Venezuelano é baleado durante operação do ICE no Texas
-
مجموعة هاوبت: ما يكشفه المال عنا نحن البشر
-
豪普特收藏:金錢如何揭露人類的本質
-
Colecția Haupt: Ce ne dezvăluie banii despre noi, oamenii
-
Kolekcja Haupta: Co pieniądze mówią o nas, ludziach
-
Coleção Haupt: O que o dinheiro revela sobre nós, seres humanos
-
Partido de Putin desponta como vencedor em eleições russas marcadas por ataque ucraniano
-
Merz enfrenta novas pressões após duras derrotas eleitorais na Alemanha
-
Secretário do Tesouro dos EUA exalta sucesso da reunião com a China sobre comércio e IA
-
Exército de Israel detém suposto autor de ataque mortal contra colono na Cisjordânia
-
Juventus e Milan se aproximam dos líderes no Campeonato Italiano
-
Presidente interina da Venezuela vai participar da Assembleia Geral da ONU
-
PSG vence clássico e afunda Olympique na zona de rebaixamento; Monaco segue líder
-
Incêndio ameaça joia turística dos Andes colombianos
-
Economia do Irã desaba durante a guerra no Oriente Médio
-
Juventus vence Atalanta e se aproxima dos líderes no Italiano
-
Espanhol "La Bola Negra" ganha prêmio principal do Festival de Toronto
-
Avanços da extrema direita e da extrema esquerda em eleições regionais abalam governo Merz
-
City vence Sunderland em jogo eletrizante e se isola na liderança do Inglês
-
Presidente nega ter "política de vingança" contra tribunal de paz da Colômbia
-
França, Canadá, EUA e China devem "unir forças" por uma IA "segura", diz premiê canadense
-
Ataque maciço ucraniano atinge Moscou no encerramento das legislativas
Equador e El Salvador adotam linha-dura contra o crime em realidades diferentes
A bandeira da guerra contra a violência é a mesma: a linha-dura estampada nas imagens de presos seminus, algemados e subjugados nos presídios. No entanto, o Equador do presidente Daniel Noboa tem pouco a ver com o El Salvador de Nayib Bukele.
A estratégia dos dois empresários e agora chefes de Estado é parecida, mas em contextos diferentes, afirmam analistas. O próprio presidente equatoriano rejeita a analogia.
"Penso que me comparam por causa da situação de violência que vivemos e a linha-dura diante disso, mas acho que somos muito diferentes em algumas coisas", disse Noboa à emissora Telemundo, após declarar seu país em "conflito armado interno" diante da investida do narcotráfico, que em duas semanas deixou cerca de 20 mortos.
Enquanto as gangues dos maras em El Salvador se especializaram em "tráfico de armas, tráfico ilegal de migrantes e extorsões", no Equador "há um interesse do crime organizado em controlar o tráfico de drogas", infiltrando-se também em todas as esferas do poder, como o judiciário e a política, explica à AFP Renato Rivera, coordenador do Observatório Equatoriano do Crime Organizado.
Em dezembro, a operação Metástase revelou um esquema de corrupção no Equador em que juízes, promotores e policiais beneficiaram organizações criminosas em troca de dinheiro, ouro, prostitutas, apartamentos e itens de luxo.
"De certa forma, o narcotráfico tomou o Estado, [o] que não é o caso em El Salvador", acrescenta Rivera.
- 'Bukele lovers' -
Nos dois países, as máfias têm um espaço em comum: os presídios violentos e superlotados, que são um terreno fértil para seu crescimento.
"Não são quadrilhas convencionais, são grupos narcoterroristas, são grupos de dezenas de milhares de pessoas armadas que atuam em vários países e, ao mesmo tempo, têm estruturas não só criminosas, mas econômicas bastante complexas e contam com o apoio de cartéis do exterior [...] São mais de 30.000 pessoas armadas", assegurou Noboa, autoproclamado de centro-esquerda e apoiado por forças de direita.
O plano de construir duas megaprisões com a mesma empresa que ergueu a de El Salvador motivou as comparações. Noboa inclusive brincou tempos atrás: "para todos os Bukele lovers, é uma prisão igualzinha."
Em novembro, o presidente de 36 anos se tornou o mais jovem do Equador e chegou ao poder com a promessa de conter a violência e reduzir os homicídios, que entre 2018 e 2023 passaram de seis para 46 por 100.000 habitantes.
Noboa mobilizou milhares de militares nas ruas e prisões com operações espetaculares, medidas que o aproximam de Bukele, que prendeu mais de 73.000 supostos criminosos sob um polêmico estado de emergência.
O salvadorenho se iniciou na política com a FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, de esquerda, de origem guerrilheira), mas agora diz não ter ideologia e critica tanto a direitista ARENA quanto a FMLN.
A militarização "pode produzir efeitos imediatos quanto à sensação de segurança das pessoas, pelo que se vê na mídia, mas não reduz a criminalidade, nem diminuiu substancialmente a taxa de homicídios em um ano", diz Renato Rivera.
- Apoio popular -
Para o general reformado Luis Hernández, ex-ministro da Defesa, não se trata de copiar estratégias de outros países.
"Trata-se de implementar a lei de acordo com o que cada país tem [...] Ao declarar um conflito armado interno, isto lhe permite o uso das Forças Armadas", explica.
As imagens de militarização e presos rendidos são "uma estratégia efetiva em termos de comunicação", acrescenta.
As fotos de detentos acorrentados, sem camisa, mostrando as tatuagens e sob fortes controles de segurança se tornaram uma marca em El Salvador.
Os métodos de Bukele têm sido repudiados por defensores dos direitos humanos e aplaudidos pela maioria dos salvadorenhos (71%) diante da redução da taxa de homicídios de 83 por 100.000 habitantes em 2017 para 2,4 por cada 100.000 em 2023.
Fotos similares em presídios equatorianos dão a volta ao mundo, sob a lupa tanto de organismos de defesa dos direitos humanos quanto da ONU.
Para Hernández, ao declarar "terroristas" cerca de 20 quadrilhas de traficantes, Noboa "obteve o apoio da população", ao mesmo tempo em que pôde mobilizar as Forças Armadas.
Presos em roupas de baixo, obrigados a cantar o hino nacional ou apagar das paredes os símbolos das quadrilhas de traficantes, enquanto são vigiados por soldados agora são a carta de apresentação de Noboa com vistas a uma possível reeleição em 2025 depois de vencer as eleições antecipadas para um mandato de 18 meses.
Bukele, que escreveu no X, em alusão ao Equador, que "não é como soprar e fazer garrafas", tem amplo apoio em sua luta contra as gangues e também visa um novo mandato depois de uma sentença política da Corte Constitucional salvadorenha, que lhe permitiu se candidatar a um segundo mandato consecutivo, embora a Constituição não o permita.
C.Stoecklin--VB