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Exército reforça presença na fronteira com Guiana e Venezuela
O Exército brasileiro informou, nesta quarta-feira (6), que decidiu reforçar sua presença na fronteira com Venezuela e Guiana, em meio à disputa entre estes dois países após o referendo organizado no domingo por Caracas sobre a região de Essequibo, rica em petróleo.
"O Exército Brasileiro vem mantendo [...] constante monitoramento e prontidão de seus efetivos para garantir a inviolabilidade de nossas fronteiras. Nesse contexto, foi antecipado um reforço de tropas e meios de emprego militar nas cidades de Pacaraima e Boa Vista", no estado de Roraima, disse a força armada em uma nota.
Além disso, o Exército comunicou que a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, composta por quase 2.000 militares, "intensificou sua ação de presença" na fronteira, para tarefas de "vigilância e proteção do território nacional".
Com a decisão, haverá um "aumento do número de militares na área, além de viaturas blindadas" que serão enviadas das regiões Sul e Centro-Oeste do país, informou a força armada.
Está previsto que os veículos, 16 blindados 4x4, levem 20 dias para chegar à cidade de Boa Vista, capital de Roraima.
Venezuela e Guiana disputam há mais de um século o território de Essequibo, uma região de 160.000 km² rica em petróleo e minério, que atualmente faz parte do território da Guiana.
A disputa voltou à tona depois que a companhia americana ExxonMobil descobriu grandes reservas de petróleo na região. As tensões se elevaram nos últimos dias, depois que a Venezuela realizou um referendo no fim de semana sobre a criação de uma província neste território.
Uma eventual incursão militar da Venezuela à Guiana por terra poderia forçar Caracas a passar por solo brasileiro, no estado de Roraima, segundo a imprensa brasileira.
"Atualmente, no lado brasileiro, o movimento na fronteira tem sido normal", afirmou o Exército na nota.
F.Mueller--VB