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Líderes do G7 querem mais pressão contra Rússia e união diante da China
Os líderes do G7 se reúnem esta semana em Hiroshima para intensificar a pressão contra a Rússia pela guerra na Ucrânia e definir uma linha unificada ante o crescente poderio militar e econômico da China.
A cúpula de três dias das principais economias do mundo começará na sexta-feira (19). A agenda abordará temas como energia, ou Inteligência Artificial (IA), mas se concentrará naqueles que ajudaram Moscou a escapar das sanções contra ela.
Os governantes também vão traçar um plano em relação à China. Nesse sentido, vão apresentar uma posição unida sobre Taiwan e destacar a necessidade de se reduzir os riscos nas cadeias de abastecimentos, buscando alternativas ao gigante asiático.
Realizada em abril, a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 preparou o terreno para o encontro de Hiroshima. Concentrou-se fortemente na China e alertou Pequim contra "atividades de militarização" no Mar da China Meridional. Os chefes diplomáticos também advertiram Pequim sobre uma série de questões, desde seu arsenal nuclear até suas práticas comerciais.
Washington assumiu uma postura agressiva, impedindo a China de acessar os semicondutores mais avançados e os equipamentos necessários para sua fabricação, e convenceu Japão e Holanda a fazerem o mesmo.
Esta semana, no entanto, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse que o bloco deve "definir" e "recalibrar" suas relações com a China, comentário corroborado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na segunda-feira.
"Buscando uma abordagem multifacetada para nossas relações econômicas com a China", disse ela.
Von der Leyen citou exemplos específicos das tentativas da China de coagir economicamente Lituânia, Japão e Austrália.
“Somos os mais vulneráveis à coação (...) Por isso estamos tomando medidas”, explicou.
A Europa irritou Pequim ao propor a restrição das exportações de tecnologia sensível a oito empresas chinesas suspeitas de enviá-la para a Rússia.
A expectativa é que, na cúpula de Hiroshima, os países priorizem ações comuns para preencher as lacunas no regime de sanções que os países do G7 impuseram contra a Rússia.
Participarão do encontro Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália e União Europeia (UE). O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falará por vídeo.
A cúpula terá muitos convidados, um sinal do interesse do Japão em expandir a influência do bloco entre os países em desenvolvimento, com a presença de líderes da Índia, do Brasil e da Indonésia.
O G7 deve emitir uma declaração sobre desarmamento, algo que o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, quer reforçar como parte da agenda, ao organizar o encontro de cúpula em seu distrito eleitoral de Hiroshima.
M.Odermatt--BTB