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Seleção espanhola inicia comemorações pelo bi mundial em Madri
Os jogadores da seleção espanhola de futebol, recém-coroados campeões mundiais após derrotarem a Argentina, foram recebidos pelo Rei Felipe VI, na primeira parada de sua comemoração pela vitória nesta segunda-feira (20) em Madri onde milhares de torcedores devem recebê-los como heróis.
Poucas horas após desembarcarem em Madri, vindos dos Estados Unidos com o troféu dourado, os integrantes de 'La Roja' visitaram o Palácio da Zarzuela, onde o o Rei Felipe VI lhes agradeceu por um triunfo que descreveu como pertencente a todo o país.
"Quando vocês venceram, fizeram isso por toda a Espanha", disse o Chefe de Estado aos campeões mundiais, liderados pelo capitão da equipe e destaque do torneio, Rodri Hernández, e pelo técnico Luis de la Fuente.
Essa foi a primeira parada na agenda lotada da agora bicampeã mundial (2010 e 2016). Na sequência, os membros da delegação serão recebidos pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez no Palácio de Moncloa.
Logo depois, iniciarão um desfile pelas ruas de Madri em um ônibus aberto, permitindo que os torcedores saúdem os jogadores, incluindo a estrela Lamine Yamal e Ferran Torres, autor de um dos gols da final.
Eles percorrerão as principais avenidas da capital espanhola até a Praça de Cibeles, onde fica a Prefeitura de Madri e onde ocorrerá uma cerimônia de celebração em um clima que promete ser eletrizante.
Espera-se que cerca de um milhão de pessoas tomem as ruas para ver de perto seus ídolos.
- Celebração "merecida" -
Alguns torcedores planejam comemorar nesta segunda-feira, como Bruno González, de 32 anos, que diz à AFP que será preciso "comemorar de alguma maneira", já que "isso só acontece a cada quatro anos e a Espanha estava há cerca de 14 anos sem ganhar. Pelo menos uma comemoração ela merece!".
Após uma longa noite de festa, o estudante Tomás Hernanz, de 18 anos, carrega a bandeira da Espanha amarrada sobre os ombros. Seu plano é "passar o dia inteiro por Madri" e aproveitar "um sentimento que queremos viver agora e do qual não vamos nos arrepender".
"Estarei preparado para receber nossos campeões", diz o militar José Márquez, de 37 anos. "Fui dormir às 2 horas da manhã, então estou com um pouquinho de sono, mas vale a pena".
A Espanha explodiu em comemorações noite adentro após o apito final na partida de domingo. Uma celebração, no entanto, marcada pela morte de um adolescente de 13 anos na província de Salamanca (oeste), após a queda de uma fonte sobre a qual ele havia subido junto com outras pessoas.
- Superioridade -
A equipe espanhola se manteve fiel ao seu estilo de jogo, mostrando superioridade a partir da posse de bola e com uma defesa sólida que não permitiu à Argentina um único chute a gol até que a 'Albiceleste' já estivesse atrás no placar.
A superioridade da Espanha no torneio ficou refletida nos prêmios: o capitão Rodri Hernández foi eleito o melhor jogador da competição; o zagueiro Pau Cubarsí (19 anos) recebeu o prêmio de melhor jovem e o goleiro Unai Simón ficou com a Luva de Ouro, ao sofrer apenas um gol em todo o torneio (nas quartas, contra a Bélgica).
Apesar da derrota, os argentinos saíram às ruas para celebrar, com milhares de pessoas reunidas no Obelisco de Buenos Aires e exibindo uma mensagem: "Obrigado mesmo assim!".
Sem o capitão Lionel Messi e desfalcada de outros jogadores, parte da seleção e da comissão técnica argentina está retornando a Buenos Aires.
A previsão é de que o avião chegue ao Aeroporto Internacional de Ezeiza por volta das 18h30, horário local (mesmo horário de Brasília).
A 'Albiceleste' já deve pensar no futuro. Messi, aos 39 anos, disputou aquele que deve ser seu último jogo em uma Copa, enquanto o técnico Lionel Scaloni não garantiu sua permanência para além de dezembro, quando expira o seu contrato.
A.Zbinden--VB