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Argentina mostra seu orgulho diante de suspeitas de favorecimento
A Argentina enfrenta um desafio árduo na Copa do Mundo de 2026. A equipe de Lionel Messi, que enfrenta a Suíça nas quartas de final neste sábado (11), tenta se manter firme diante de críticas que a acusam de ser beneficiada pela arbitragem e subestimam suas chances de conquistar o tetracampeonato.
Para chegar à partida deste sábado, em Kansas City, a 'Albiceleste' superou duas provas de fogo, contra Cabo Verde e Egito. O primeiro jogo foi vencido na prorrogação, enquanto no segundo a equipe perdia por 2 a 0 até os 38 minutos do segundo tempo, quando uma assistência de Messi para Cristian Romero desencadeou uma virada histórica, resultando em uma vitória por 3 a 2.
A Argentina vinha avançando graças à genialidade de Messi, que, aos 39 anos, marcou oito dos 14 gols da equipe.
O elenco também conta com Lautaro Martínez, artilheiro da última temporada do Campeonato Italiano, e Julián Álvarez, atacante que recentemente despertou o interesse de Real Madrid e Barcelona.
As credenciais da Argentina, campeã mundial na Copa do Catar 2022 e bicampeã da Copa América (2021 e 2024), somada ao nível modesto de seus adversários, apontava para um caminho bem mais tranquilo até as quartas de final.
Do outro lado da chave, a França vem atropelando rivais com um ataque imparável liderado por Kylian Mbappé, enquanto a Espanha avançou sem precisar que Lamine Yamal estivesse no seu melhor nível. Isso gerou comentários de que o confronto entre as duas seleções na semifinal seria uma "final antecipada".
"Acho que o vencedor dessa semifinal será o campeão mundial", disse o goleiro belga Thibaut Courtois na sexta-feira, após a derrota de sua equipe para 'La Roja'.
"Não é exagero chamar de final antecipada", concordou o técnico espanhol Luis de la Fuente, enquanto Lamine Yamal afirmou que sua equipe e a França são "as duas melhores seleções do torneio".
Da concentração argentina em Kansas City, Lionel Scaloni não contestou essas opiniões, mas ressaltou que seus jogadores estão atentos às críticas e pretendem usá-las a seu favor.
- "Estão criando polêmica" -
Na sexta-feira, tanto Scaloni quanto jogadores importantes refutaram as alegações de que a Argentina teria sido beneficiada por decisões da arbitragem durante o torneio, especialmente após a vitória suada sobre o Egito.
Os 'Faraós' reclamaram de "erros flagrantes de arbitragem", incluindo a não marcação de um pênalti e a anulação de um gol de Mostafa Zico no início do segundo tempo, depois que o VAR alertou o árbitro sobre uma falta no zagueiro Lisandro Martínez no começo da jogada.
"Foi falta", enfatizou Scaloni. "Com o VAR, é muito improvável que a decisão seja favorável a você. Não há margem para interpretação com o VAR... as regras foram aplicadas à risca".
O técnico avaliou que as redes sociais "amplificam" essas polêmicas, enquanto Lisandro Martínez apontou a grande mídia como responsável.
"Os árbitros estão fazendo um excelente trabalho. São vocês que estão criando polêmica", disse o zagueiro do Manchester United aos repórteres antes do treino de sexta-feira.
Para Scaloni, a ideia de que a Argentina recebe tratamento especial no futebol existe há décadas.
"Não é novidade. Há críticas desde que me entendo por gente", observou. "E, de certa forma, isso serve para mostrar aos jogadores que há pessoas que não querem que a Argentina vença".
"Isso é normal, assim como há pessoas que não querem que outras seleções vençam. A questão é que, no nosso caso, provavelmente há muito mais gente que não quer que a gente vença", explicou ele. "E os jogadores percebem isso e usamos essa situação como uma espécie de rebeldia para jogar ainda melhor".
K.Sutter--VB