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Messi e AFA são processados por ausência do craque em amistoso da Argentina nos EUA
Uma empresa americana processou o astro Lionel Messi e a federação argentina (AFA) por ele não ter jogado em um amistoso da seleção albiceleste nos Estados Unidos, informou nesta quinta‑feira (16) o escritório de advocacia que representa a companhia.
A VID Music Group, com sede em Miami, apresentou 10 acusações a um tribunal do sul da Flórida que incluem também um terceiro agente, informou a Patino & Associates em nota.
O craque não atuou contra a Venezuela em outubro de 2025, no Hard Rock Stadium, em Miami, partida organizada pela autora da ação.
Messi é acusado de conluio com o agente e a AFA "para participar de condutas" destinadas a convencer a VID a assinar contratos com a federação argentina "sob falsos pretextos", informou o The Athletic. O astro também é apontado por representação negligente e de interferência ilícita em um contrato.
As acusações contra a AFA incluem representação negligente e descumprimentos contratuais relacionados à partida contra a Venezuela, outra contra Porto Rico, também em outubro, além de jogos nos Estados Unidos em junho de 2026. O terceiro foi denunciado por fraude.
A partida contra a Venezuela, vencida por 1 a 0 pela seleção campeã do mundo, foi disputada em 10 de outubro, durante uma Data Fifa.
Mas como a MLS não interrompeu seu campeonato naquele momento, Messi desistiu de atuar pela Argentina e jogou pelo Inter Miami um dia depois, na vitória por 4 a 0 sobre o Atlanta United, em que marcou dois gols.
Dois dias depois, atuou pela Albiceleste na goleada de 6 a 0 sobre Porto Rico, jogo também organizado e promovido pela VID.
A ação alega que a ausência de Messi contra a 'Vinotinto' afetou diretamente a presença de público, que, segundo a VID, foi de aproximadamente 15 mil pessoas, 23% da capacidade do estádio.
Também sustenta que os termos do acordo estabeleciam que a VID tinha direito a 25% do valor do contrato caso Messi não comparecesse, e afirma que a AFA o infringiu ao não pagar esse montante.
A empresa afirma que, em agosto, foi contactada por um representante da AFA sobre a possibilidade de organizar dois amistosos nos Estados Unidos e que pagou à federação argentina sete milhões de dólares (35 milhões de reais na cotação atual) pelo direito exclusivo de organizar e promover ambos.
Os documentos judiciais incluem uma carta de aceitação dos jogos de outubro assinada pelo presidente da AFA, Claudio Tapia.
A empresa também afirmou que o acordo determinava que Messi deveria jogar pelo menos 30 minutos em ambas as partidas, salvo em caso de lesão ou doença. Sua participação era "um elemento central do valor comercial da partida" e o "principal motor econômico dos jogos", acrescentou.
I.Stoeckli--VB