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Fifa abre processo contra federação espanhola por cânticos islamofóbicos em jogo entre Espanha e Egito
A Fifa confirmou à AFP, nesta terça-feira (7), a abertura de um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) em relação aos cânticos islamofóbicos que foram proferidos durante o amistoso entre Espanha e Egito, realizado em Barcelona na semana passada.
Esse jogo, disputado entre duas seleções já classificadas para a Copa do Mundo de 2026 no estádio Cornellà, casa do Espanyol, foi marcado por cânticos islamofóbicos ("Quem não pular é muçulmano") entoados por uma parcela da torcida espanhola.
O incidente gerou uma onda de indignação na Espanha, assim como a abertura de uma investigação pela polícia regional da Catalunha.
O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, se manifestou duramente, um dia após os acontecimentos, contra a "minoria" de torcedores que "manchou" a imagem da Espanha, futura coanfitriã da Copa do Mundo de 2030, ao lado de Portugal e do Marrocos, país de maioria muçulmana.
Por sua vez, o jovem craque do Barcelona e astro de 'La Roja', Lamine Yamal, que é muçulmano, repudiou os cânticos, classificando-os como uma "intolerável falta de respeito".
Apesar dos esforços das autoridades e de diversas condenações judiciais, este caso evidencia, mais uma vez, as dificuldades que o futebol espanhol enfrenta em sua luta para erradicar o racismo e a xenofobia de seus estádios, onde incidentes como esse se multiplicaram nos últimos meses.
O astro brasileiro do Real Madrid, Vinicius Junior, que se tornou um símbolo da luta contra o racismo no futebol, tem sido frequentemente alvo de hostilidades desde a sua chegada a Madri, em 2018. No entanto, apenas uma fração desses incidentes resultou em sanções.
K.Hofmann--VB