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Presidente da AFA é acusado formalmente de evasão fiscal
A Associação do Futebol Argentino (AFA), juntamente com seu presidente, Claudio "Chiqui" Tapia, e outros dirigentes da entidade, foram formalmente acusados de evasão fiscal, de acordo com uma decisão divulgada nesta segunda-feira (30).
Tapia é acusado de "apropriação indevida de receitas fiscais" e "apropriação indevida de fundos da seguridade social", e teve imposta uma penhora sobre seus bens totalizando 350 milhões de pesos argentinos (R$ 1,3 milhão na cotação atual).
A AFA também foi processada e teve seus bens bloqueados. O juiz proferiu a mesma decisão contra outros quatro dirigentes da entidade, incluindo o braço direito de Tapia, Pablo Toviggino.
A decisão decorre de uma denúncia criminal apresentada pelo órgão de arrecadação tributária ARCA, que acusou a AFA e seus dirigentes de retenções indevidas e da falta de pagamento de impostos e contribuições previdenciárias, totalizando aproximadamente 19 bilhões de pesos (mais de R$ 70 milhões).
Tapia e os outros quatro acusados compareceram perante o juiz da causa no dia 12 de março.
A AFA afirmou que as dívidas são inexistentes e atribuiu a questão à pressão do governo do presidente da Argentina, Javier Milei.
Milei quer que os clubes de futebol do país deixem de ser entidades sem fins lucrativos e virem sociedades esportivas, um modelo equivalente ao das SAFs no Brasil, algo que é rejeitado pelos próprios clubes e incompatível com o estatuto da AFA.
A AFA, presidida por Tapia desde 2017, também está sendo investigada por possível lavagem de dinheiro, um caso no qual a entidade foi alvo de uma operação de busca e apreensão em dezembro, em relação às suas transações com uma empresa financeira privada.
B.Wyler--VB