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Alonso prevê mais um fim de semana 'difícil' no GP da China de F1
O veterano piloto espanhol Fernando Alonso disse nesta quinta-feira (12) que a Aston Martin terá outro fim de semana "difícil" no Grande Prêmio da China, depois de não conseguir terminar a primeira corrida da temporada da Fórmula 1, na Austrália.
A equipe britânica viveu um pesadelo com o seu motor Honda e a falta de peças de reposição no circuito de Albert Park, em Melbourne.
Alonso, bicampeão mundial (2005 e 2006), e seu companheiro, o canadense Lance Stroll, tiveram que lidar com uma vibração intensa nos chassis provocadas pela unidade de potência, que chegaram a gerar temor pela integridade física dos pilotos.
"Infelizmente, a situação não mudou em quatro ou cinco dias desde Melbourne, então vai ser um fim de semana difícil", disse Alonso em entrevista no Circuito Internacional de Xangai.
"Vamos limitar o número de voltas em uma ou duas sessões porque estamos com poucas peças. Ficarei feliz se sairmos da China com treinos mais ou menos normais e uma classificação mais ou menos normal", admitiu o espanhol de 44 anos.
"O que posso fazer dentro da equipe? Trabalhar mais, ajudar a Honda em tudo o que eu puder. Podemos destinar recursos para ajudar a Honda a unidade de potência. Somo uma só equipe, é um começo complicado, mas esmero que não dure muito tempo", continuou.
"Estamos nos esforçando bastante, temos pessoas muito talentosas na equipe, então espero que em algumas corridas possamos ter um fim de semana normal", acrescentou.
Alonso pediu paciência para que a Aston Martin possa lutar pelas primeiras posições.
"Levará mais tempo para sermos competitivos. Depois de resolvermos os problemas de confiabilidade, ainda estaremos atrasados em termos de potência e outros aspectos", disse.
O piloto mais experiente do grid fala com base na vivência de ter guiado carros de gerações muito diferentes, desde os antigos motores a gasolina V10 até a complexa configuração híbrida atual.
Apesar dos problemas, Alonso disse estar empolgado com o desafio dos novos carros, naquela que poderá ser sua última temporada na F1. Seu contrato com a Aston Martin termina no final de 2026.
"Gostamos de pilotar esses carros? Sim, porque adoramos competir", afirmou.
"Eu participo de quatro ou cinco corridas de 24 horas porque adoro competir e adoro pilotar. Então, quando você entra num carro de Fórmula 1, você gosta de ir rápido. Mas é um desafio, um desafio diferente".
P.Vogel--VB