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Sabalenka defende expansão dos jogos de Grand Slam para 5 sets; Swiatek e outras se opõem à ideia
A bielorrussa Aryna Sabalenka, número um do mundo, manifestou seu apoio nesta terça-feira (3) à proposta de que as partidas femininas sejam disputadas em melhor de cinco sets nas fases finais dos torneios do Grand Slam.
Em uma coletiva de imprensa em Indian Wells, no deserto da Califórnia, onde o torneio WTA 1000 começa na quarta-feira, Sabalenka afirmou acreditar que estender as partidas para cinco sets beneficiaria seu jogo.
"Sim, vamos fazer isso", disse a quatro vezes campeã do Grand Slam ao ser questionada sobre a ideia, que foi apresentada pelo futuro presidente da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA), Craig Tiley, durante o Aberto da Austrália no início deste ano.
"Sinto que eu provavelmente teria vencido mais Grand Slams", acrescentou Sabalenka. "Fisicamente, sou muito forte e tenho certeza de que meu corpo aguenta. Então, vamos nessa".
Tiley, ex-diretor do Aberto da Austrália e nomeado novo presidente da USTA na semana passada, disse em entrevista ao The New York Times no mês passado que a mudança para cinco sets deveria ser discutida a partir das quartas de final femininas dos Grand Slams.
"Todas as pesquisas mostram que o interesse aumenta conforme a partida avança", disse Tiley. "Como esporte, precisamos evoluir".
Mas, enquanto Sabalenka apoiava a mudança, outras jogadoras se mostraram mais cautelosas.
- Vozes contrárias -
"Quero dizer, provavelmente me beneficiaria, porque fisicamente estou no mesmo nível das melhores, mas provavelmente não gostaria que acontecesse", disse aos repórteres a atual campeã de Roland Garros, a americana Coco Gauff.
"E se acontecesse, eu preferiria que fosse para todo o torneio, não apenas a partir das quartas de final. Acho que mudar o formato no meio do torneio prejudica a igualdade de condições", acrescentou.
Enquanto isso, a polonesa Iga Swiatek, número dois do ranking mundial, se opôs veementemente à ideia e questionou a sugestão de que isso aumentaria a audiência.
"Honestamente, acho uma abordagem estranha em um mundo onde tudo está ficando mais rápido", disse ela. "Então, sinceramente, não sei se o público gostaria disso".
"Além disso, não sei se conseguiríamos manter esse nível por cinco sets. É fato que os homens são fisicamente mais fortes e conseguem aguentar melhor", acrescentou Swiatek.
A tenista polonesa alertou que as exigências físicas também obrigariam as jogadoras a ajustar seus calendários, o que poderia resultar em menos torneios.
"Nunca treinamos de uma forma que nos preparasse para isso, então teríamos que mudar, eu acho, todo o nosso calendário, porque os Grand Slams seriam tão difíceis que, sinceramente, não acho que teríamos tempo para nos preparar para outros torneios", afirmou.
"Acho que isso mudaria muita coisa. E não para melhor, eu acho."
Por sua vez, a quinta colocada no ranking mundial, a americana Jessica Pegula, concordou com as palavras de Swiatek e afirmou que, embora cinco sets estejam dentro das capacidades físicas das mulheres, uma mudança poderia ser contraproducente.
"Acho que temos atletas femininas incríveis e, honestamente, acho que poderíamos fazer isso", disse a americana.
"Não acho que não possamos. Simplesmente não acho que devamos", explicou Pegula.
"Nesse sentido, nem sei como os torneios seriam organizados. Teríamos que adicionar semanas. Não conseguimos cumprir nem o calendário atual. Então, não tenho certeza de como isso funcionaria para a experiência dos fãs", concluiu.
A.Kunz--VB