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Brasil de Ancelotti vai à Copa: Neymar terá espaço?
Primeiro objetivo alcançado. O Brasil se classificou para a Copa do Mundo de 2026 ao derrotar o Paraguai por 1 a 0, mas o técnico Carlo Ancelotti sabe que tem muito trabalho pela frente e uma pergunta a responder: Neymar tem espaço na Seleção?
Cinco dias depois de estrear com um empate em 0 a 0 contra o Equador, Ancelotti conseguiu sua primeira vitória em seu primeiro jogo em casa à frente da seleção brasileira.
A equipe melhorou muito no aspecto ofensivo e manteve a solidez defensiva exibida na partida contra os equatorianos.
Duas vezes campeão da Liga dos Campeões sob o comando de 'Carletto' no Real Madrid, o atacante Vinícius Júnior marcou o gol da vitória na Neo Química Arena, em São Paulo.
O retorno de Raphinha depois de cumprir suspensão também ajudou a Seleção a encurralar um adversário difícil de ser vazado como o Paraguai do técnico argentino Gustavo Alfaro, que vinha de nove jogos de invencibilidade.
O Brasil entrou em campo com um ataque formado por Vini Jr, Raphinha, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha, que mudavam constantemente de posição em campo e dificultavam o trabalho da defesa paraguaia.
Faltando um ano para a Copa do Mundo, Ancelotti parece ter encontrado uma fórmula para construir o time que deseja, mas ainda falta ver o papel que Neymar pode cumprir.
- "Neymar pode jogar em qualquer lugar" -
"Neymar veio ao hotel, cumprimentamos ele e demos um abraço. Ele está é muito próximo da Seleção", comentou Ancelotti, que deixa as portas abertas para o craque do Santos.
"Ele pode jogar em qualquer lugar do campo", ressaltou o treinador italiano na entrevista coletiva após a vitória sobre o Paraguai.
"Se tivermos que imaginá-lo no jogo de hoje, poderia ser na mesma posição que o Cunha jogou, que não era de centroavante, era número 10, e nesta posição ele pode ser muito perigoso", acrescentou 'Carletto'.
Aos 33 anos, Neymar teve pouca continuidade em seu retorno ao Santos devido às lesões e polêmicas.
Maior artilheiro da história da Seleção, com 79 gols, o atacante negocia uma renovação de contrato com o 'Peixe', já que seu vínculo atual vai até o dia 30 de junho.
"De zero a dez?", perguntaram em entrevista no canal BandSports durante um evento na noite de terça-feira (10) da fundação do craque em São Paulo. "Sete!", respondeu 'Ney', entre risos.
O trabalho de Matheus Cunha foi completo. Embora tenha aparecido na escalação como centroavante, ele voltava para buscar jogo e triangulações com os companheiros, além de dar opção pelas pontas. Foi dele o cruzamento para o gol de Vini Jr.
"O futebol moderno é intensidade com e sem a bola. A pressão é muito importante, porque não permite ao adversário jogar como quer", ressaltou Ancelotti.
- "A mudança é evidente" -
Uma mensagem está implícita: se Neymar quer voltar à Seleção, não deve entregar só a magia de seus melhores dias, mas também sacrifício.
"Sei que continuo nos planos e preciso voltar à minha forma física 100%", disse o craque na terça-feira. "Vou me dedicar para isso".
Seu último jogo pela Seleção foi no dia 18 de outubro de 2023, uma derrota por 2 a 0 para o Uruguai no estádio Centenário, em Montevidéu, na qual teve que ser substituído depois de sofrer uma grave lesão no joelho esquerdo que o afastou do futebol por mais de um ano.
Por sua vez, o goleiro Alisson destacou o impacto da chegada de Ancelotti.
"Hoje a mudança é evidente. Podemos analisar friamente e dizer isso. Desempenho muito melhor coletivo e individual", disse o camisa 1 em entrevista ao SporTV. "Algo novo está surgindo aqui dentro, Ancelotti tem todos os méritos".
"Era necessário ganhar em casa para nossa torcida também e classificar para a Copa do Mundo, que era nosso objetivo. Agora o 'Mister' vai ter mais tempo para trabalhar, para ver o que pode melhorar", analisou, por sua vez, Vinícius Júnior.
A volta do volante Casemiro e a estreia do zagueiro Alexsandro foram acertos de Ancelotti. Os dois jogadores foram fundamentais para que o Brasil passasse pela rodada dupla das Eliminatórias sem sofrer gols, algo que não havia acontecido nos quatro jogos anteriores, com Dorival Júnior no comando.
A Seleção, quem sabe com Neymar, vai encerrar a campanha nas Eliminatórias em setembro, quando enfrentará o Chile em casa e a Bolívia na altitude.
P.Vogel--VB