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Executivos da IA se reúnem com Trump na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá uma reunião nesta terça-feira (29), na Casa Branca, com executivos do setor da inteligência artificial em meio aos apelos para que o Congresso reforce a supervisão da indústria.
O almoço de trabalho, ainda não confirmado pela Casa Branca, também deve ter a participação do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o da Nvidia, Jensen Huang, estarão presentes no encontro, confirmou a AFP com fontes próximas ao tema.
O canal CNN antecipou a presença dos CEOs da Meta e do Google, Mark Zuckerberg e Sundar Pichai, e do presidente da OpenAI, Greg Brockman. Elon Musk também é esperado na residência oficial do presidente americano.
Incidentes relatados por OpenAI, Anthropic, Google e Meta nos últimos meses provocaram um alerta sobre os desvios de vários modelos de IA e a retomada do debate sobre a segurança da tecnologia.
Na véspera da reunião, a OpenAI anunciou o adiamento do lançamento de seu modelo de ponta, previsto para outubro, porque ele desviava das instruções recebidas e tentava enganar seus supervisores.
A mesma empresa reconheceu na semana passada que agentes desenvolvidos com modelos da OpenAI acessaram os sites de três agências federais americanas e que um de seus modelos invadiu um portal de dados de saúde do governo australiano.
Por sua vez, a Anthropic, responsável pelo modelo Claude, advertiu os investidores antes de sua abertura de capital que a IA pode representar "riscos existenciais para a humanidade", informou nesta terça-feira o jornal Financial Times.
- Preocupação do eleitorado -
A questão se tornou um tema de campanha nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro. Uma pesquisa publicada pela CNN afirma que 82% dos americanos se declaram "preocupados" com o desenvolvimento da IA.
Mas Trump considera as advertências exageradas e defende um desenvolvimento sem restrições da IA para superar a China e impulsionar uma economia cada vez mais dependente do avanço dessa tecnologia.
Ele também criticou a crescente rejeição social à instalação dos enormes centros de dados necessários para sustentar a IA, que encarecem a conta de luz e aumentam a pressão sobre os recursos hídricos e o solo.
Trump disse que as comunidades que se opõem a estas infraestruturas "querem acabar atrasadas e pobres" e que "a China não poderia estar mais feliz com o movimento contrário aos centros de dados".
O debate motivou alianças políticas incomuns: o senador Bernie Sanders, referência da esquerda americana, dividiu este mês o palco com Steve Bannon, ex-estrategista de Trump, para pedir uma reconsideração da corrida pela IA.
Johnson, que preside a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, afirmou que a reunião na Casa Branca se concentrará em encontrar "o equilíbrio adequado" entre inovação e supervisão.
"Não precisamos de uma moratória. Não temos que nos precipitar e regular isso em excesso, porque perderemos a corrida para a China", disse em uma entrevista ao canal Fox Business Network.
N.Schaad--VB