-
Câncer de Joe Biden se espalhou, anuncia filho
-
MP do Equador acusa sete supostos idealizadores do assassinato de Villavicencio
-
Fifa contra-ataca e denuncia 'um esforço orquestrado para minar seu presidente'
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio de Janeiro
-
Atentados marcam primeiro dia do novo governo na Colômbia
-
Swiatek vence Kostyuk de virada e avança às quartas de final WTA 1000 de Toronto
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio (imprensa)
-
Espanha inicia controle na fronteira com Itália após crise migratória
-
Após renovar com Real Madrid, Vini joga com braçadeira de capitão na vitória sobre o Ferencvaros
-
Simeone reafirma que decisão sobre Julián Álvarez já foi tomada
-
Bulgária convoca embaixador da Ucrânia após explosão de drone
-
O adeus ao voluntário que dedicou sua vida a recuperar corpos na guerra na Ucrânia
-
Atlético de Madrid acerta transferência de Thiago Almada para o River Plate
-
Espanha inicia controles fronteiriços com a Itália após crise migratória
-
Bruno Guimarães deixa Newcastle e assina com Arsenal
-
Hamas diz que segue disposto a avançar com plano de paz para Gaza
-
Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos
-
Emirados Árabes afirmam que Irã atacou petroleiro no Estreito de Ormuz
-
Ex-advogado de Trump é confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Ex-premiê candidato à presidência da França denuncia suspeita de interferência russa
Cannes sem filtro: os segredos por trás do tapete vermelho
Em Cannes, um look não nasce no tapete vermelho. Ele é preparado meses antes, entre esboços, provas e negociações com marcas de moda. O que o público vê durante alguns segundos é resultado de uma engrenagem precisa em que cada detalhe importa.
Vestidos, acessórios, penteados e maquiagem: nada é deixado ao acaso. À frente desse processo estão os estilistas, responsáveis por dar coerência e personalidade a cada produção.
"Às vezes refletimos durante dois ou três meses e tudo se decide em dez segundos no tapete vermelho", conta à AFP o francês Ilya Vanzato, responsável por alguns dos visuais mais comentados do festival.
O processo criativo começa com uma reflexão entre o estilista e seu cliente. "É aí que nos perguntamos: para este Cannes, o que buscamos? Algo sóbrio e elegante? Ou um visual 'uau', que gere repercussão?", acrescenta.
Vanzato, formado nos ateliês de alta-costura da Dior e depois ao lado de Zac Posen, em Nova York, e responsável pelos visuais de supermodelos como Coco Rocha e Natasha Poly, insiste que uma produção memorável não é apenas estética, mas também narrativa.
O tapete vermelho de Cannes sempre foi palco para mensagens calculadas, de Madonna exibindo o célebre espartilho cônico de Jean Paul Gaultier a Cate Blanchett deixando entrever as cores da bandeira palestina no forro de seu vestido de Heider Ackermann.
"Há muitas peças muito bonitas, mas é preciso encontrar uma que conte uma história e combine com a imagem da celebridade", afirma Alexandra Pavlova.
- Moda e estratégia -
Em Cannes, a moda também é negociada. Por trás de cada produção existem estratégias e alianças construídas muito antes de uma celebridade pisar no tapete vermelho.
"Um estilista não apenas propõe visuais; ele constrói pontes entre uma artista e as casas de moda", explica a francesa Coline Bach, que já vestiu nomes como Christina Aguilera, Angèle e DJ Snake.
Uma aparição bem-sucedida pode abrir portas para campanhas publicitárias e colaborações com grandes marcas. Durante o festival, as grifes instalam showrooms privados nos grandes hotéis de luxo, onde são experimentadas peças exclusivas.
A pressão aumentou com as redes sociais. "Cada peça usada em Cannes se torna hipermidiatizada", afirma Pavlova.
- O grande dia: glamour e caos -
O dia do tapete vermelho começa horas antes, em um quarto de hotel transformado em centro de operações. "Três horas antes já estamos cuidando da produção: penteado e maquiagem", explica Bach.
Mesmo depois de meses de preparação, tudo pode mudar em um instante. Em Cannes, não faltam histórias de vestidos retidos na alfândega, sapatos impossíveis ou tecidos que reagem mal à luz mediterrânea.
Pavlova lembra que, certa vez, precisou costurar à mão o traje de um cliente no saguão do Hotel Martinez, minutos antes de ele seguir para o tapete vermelho.
"É preciso reagir muito rápido, por isso nunca saio sem meu kit de costura", conta.
Quando o cliente atravessou a Croisette, ninguém imaginava que o visual havia sido salvo no último minuto.
"As pessoas acham que vir a Cannes é aproveitar a boa vida, tomar coquetéis, mas, na realidade, passamos o dia apagando incêndios", resume Bach.
D.Schlegel--VB