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Sindicatos e direção da Samsung retomam negociações para evitar greve
A direção do grupo sul-coreano Samsung Electronics e os sindicatos da empresa retomarão as negociações, com a mediação do ministro do Trabalho, para tentar evitar uma greve, anunciou o governo da Coreia do Sul.
O principal sindicato dos trabalhadores da Samsung Electronics havia anunciado uma greve de 18 dias a partir de quinta-feira (21), após o colapso das negociações sobre o pagamento de bônus.
Segundo o Ministério do Trabalho, as negociações deveriam começar durante a tarde, com a mediação de funcionários da pasta.
O anúncio da paralisação aumentou a preocupação com uma possível perturbação na indústria de circuitos integrados, setor crucial para o país asiático.
Em 2024, uma greve na empresa, maior fabricante mundial de chips de memória, teve a adesão de quase 6.000 trabalhadores.
O conflito envolve a distribuição de lucros em uma empresa crucial para a cadeia global de fornecimento de semicondutores, cujos microchips são amplamente utilizados em sistemas de inteligência artificial e em produtos eletrônicos de alto consumo.
As ações da gigante de tecnologia dispararam quase 400% no último ano, impulsionadas pelo boom da IA, e sua avaliação de mercado superou pela primeira vez um trilhão de dólares em maio.
O sindicato exige a eliminação do teto para os bônus, fixado em 50% do salário anual, e que 15% do lucro operacional seja destinado às gratificações.
Segundo a direção da Samsung, as primeiras negociações fracassaram porque "ceder às exigências excessivas do sindicato colocaria em risco os princípios fundamentais da gestão da empresa".
O governo sul-coreano teme que uma greve prolongada prejudique a economia, já que os chips representam quase 35% das exportações.
R.Kloeti--VB