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Provas-chave são admitidas em julgamento por homicídio de CEO de seguro de saúde nos EUA
O juiz estadual de Nova York responsável pelo caso de Luigi Mangione, acusado de matar o diretor do maior grupo de seguros de saúde dos Estados Unidos, admitiu nesta segunda-feira (18) provas-chave para o julgamento coletadas após sua prisão.
Mangione, de 28 anos, é acusado do homicídio do diretor executivo da UnitedHealthcare, Brian Thompson, ocorrido em dezembro de 2024, supostamente para se vingar do sistema americano de seguros de saúde.
O primeiro julgamento de Mangione perante a justiça do estado de Nova York está previsto para setembro. Outro, na justiça federal dos Estados Unidos, será em janeiro de 2027. Em ambos os casos, o réu, que se declarou inocente, corre o risco de ser condenado à prisão perpétua.
Em sua decisão desta segunda-feira, o juiz da Suprema Corte de Nova York responsável pelo caso rejeitou certos elementos decorrentes de uma primeira revista realizada durante a prisão de Mangione, em 9 de dezembro de 2024: um carregador de arma curta, um telefone e uma carteira.
A mochila que ele carregava foi revistada sem mandado judicial, o que justifica a anulação das provas obtidas em um primeiro momento, considerou o juiz estadual Gregory Carro.
Por outro lado, Carro admitiu como provas outros objetos recolhidos mais tarde na delegacia a partir de sua mochila, especialmente a pistola de 9 mm, um silenciador e um diário no qual ele denuncia o sistema de planos de saúde de seu país.
Do mesmo modo, o juiz declarou inadmissíveis algumas declarações de Mangione aos policiais no McDonald's da Pensilvânia onde ele foi detido, mas considerou válidas outras, feitas espontaneamente aos guardas prisionais.
A defesa buscava em erros de procedimento uma forma de anular suas primeiras declarações à polícia e a descoberta em sua posse de vários elementos de prova, entre eles a pistola que corresponde aos cartuchos encontrados na cena do crime.
Nesta segunda-feira, perante o juizado da Suprema Corte estadual em Manhattan, como em todas as audiências judiciais de Mangione, vários apoiadores do jovem compareceram, muitos vestidos com camisetas com estampas exigindo sua libertação.
Vestindo um paletó azul e conversando com sua defesa, Mangione se mostrou tranquilo no tribunal.
A próxima audiência do processo em nível estadual foi marcada para 3 de junho.
O.Schlaepfer--VB