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Elon Musk e Tim Cook viajarão com Trump à China, anuncia Casa Branca
Altos executivos americanos, entre eles Elon Musk, da Tesla, e Tim Cook, da Apple, vão acompanhar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua visita à China esta semana, informou um funcionário da Casa Branca nesta segunda-feira (11).
Pequim disse que está disposto a trabalhar com os Estados Unidos em busca de "mais estabilidade" e confirmou que Trump realizará a visita, a primeira de um presidente americano desde 2017.
Trump estará na China de quarta até sexta-feira.
Washington e Pequim têm se enfrentado em questões-chave como as tarifas comerciais, a guerra no Irã e a soberania de Taiwan, território que a China reivindica como seu.
Trump manterá conversas com o presidente chinês, Xi Jinping, com uma série de questões comerciais e econômicas entre ambos os países sobre a mesa.
Em outubro, os dois dirigentes estabeleceram uma trégua de um ano na guerra comercial que aumentou as tarifas mútuas sobre muitos produtos para além de 100%.
O presidente americano vem pressionando as empresas para que construam fábricas nos Estados Unidos, em uma tentativa tanto de reduzir as importações quanto de aumentar a atividade econômica interna.
Contudo, as cadeias de abastecimento de muitas grandes empresas tecnológicas dependem, em grande medida da China, o que as torna especialmente expostas às tensões comerciais bilaterais.
Os Estados Unidos também tentou impedir que a China acesse os chips de inteligência artificial de mais alta gama das empresas americanas.
Segundo uma lista compartilhada por um funcionário da Casa Branca, que o fez sob condição de anonimato, Musk e Cook estarão acompanhados de outros 15 diretores-executivos.
Entre eles estão os máximos dirigentes de Boeing, GE Aerospace, Citi, Goldman Sachs, Mastercard e Visa.
Entre as empresas tecnológicas, altos executivos de Cisco, Meta, Micron e Qualcomm participarão da viagem, indicou o funcionário.
Musk, a pessoa mais rica do mundo, apoiou firmemente Trump durante a campanha para o seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, com um aporte de mais de 280 milhões de dólares (R$ 1,37 bilhão, na cotação atual).
Ambos tiveram um rompimento público em julho do ano passado, mas parecem ter se reconciliado desde então.
H.Gerber--VB