-
EUA, China e UE: três caminhos para regular a IA
-
Rubio pede à Europa para "despertar de sua longa letargia"
-
Piloto da F1 Valtteri Bottas percorre mais de 400 km entre Sepang e Singapura
-
Trump quer transformar um de seus complexos de golfe em residência presidencial
-
Várias crianças entre as vítimas de intensos ataques russos na Ucrânia
-
Negócio do carvão cresce na Austrália apesar de seus compromissos climáticos
-
Diretora da COP30 em Belém acusa EUA de travar políticas climáticas de outros países
-
Interpol apreende mais de 1.000 animais traficados ilegalmente na América Latina
-
Houthis reivindicam mais ataques contra o aeroporto de Riade
-
Coco Gauff denuncia mensagens racistas após eliminação no WTA 1000 de Pequim
-
Arsenal aposta na estabilidade com renovação de Arteta até 2030
-
Rússia descarta riscos de epidemia por peste
-
ONU: maioria das crianças migrantes que chegaram à Europa em 2025 viajou sozinha
-
Campeão do mundo pela Espanha em 2010, atacante Pedro anuncia aposentadoria do futebol
-
George Russell é punido com perda de pelo menos 10 posições no grid do GP de Singapura
-
FMI está disposto a atuar nas consequências do El Niño
-
Falhas de segurança pesam sobre Netanyahu em reta final de campanha em Israel
-
Habitantes demonstram pouca preocupação com peste na cidade russa de Irkutsk
-
Nobel de Física Francis Halzen foi um pioneiro no uso da IA
-
Gana apresentará solicitação para aderir ao Brics
-
Nobel de Química premia descoberta fundamental para fabricar medicamentos
-
Cerca de vinte mortos na Ucrânia após bombardeios russos
-
EUA proíbe álcool e decreta toque de recolher para soldados no Japão após assassinato
-
Nobel de Química premia processo que facilita fabricação de fármacos
-
OMS alerta contra tratamentos para obesidade em menores de 10 anos
-
EUA cobra da Rússia mais informações sobre suspeita de peste
-
Diretora do FMI alerta para desigualdades induzidas pela IA e pede cooperação
-
França suspende o uso de granadas de efeito moral em protestos estudantis
-
Israel relembra as vítimas de 7 de outubro antes das eleições
-
"Não haverá nada igual em campo", diz Scaloni sobre Messi
-
"Foi um orgulho muito grande para mim defender esta camisa", diz Messi
-
Os grandes momentos de Messi pela seleção da Argentina
-
Messi se despede da Argentina com duas assistências e um gol na vitória sobre o Benin
-
Atriz Eva Marie Saint morre aos 102 anos nos EUA
-
Esquerda se agarra à esperança de virada de Lula
-
Trump diz que vai conversar com Putin, após suspeita de peste
-
Detenta que sobreviveu a execução fracassada nos EUA está consciente, dizem advogados
-
Trump não reembolsará aos contribuintes o dinheiro usado em anúncios de TV
-
Espanha vence Croácia com dois gols de Merino e vai às quartas da Liga das Nações
-
Kane comanda vitória da Inglaterra sobre República Tcheca na Liga das Nações
-
Oligarca russo diz que Trump Jr. devolveu dinheiro de gastos com seu casamento luxuoso
-
Paramount conclui compra da Warner Bros Discovery, dando origem à Skydance
-
Louis Vuitton encerra Semana de Moda de Paris com viagem ao futuro
-
CR7 pede desculpas por seu comportamento e abre as portas para retorno a Portugal
-
Messi faz último jogo pela Argentina em 'festa de agradecimento'
-
Emmy, o Oscar da televisão, migra para o streaming
-
Universidade de Cornell nomeia ex-vice-procuradora para revisar caso de estupro coletivo
-
Mais de duas mil pessoas protestam em Atenas contra visita de Marco Rubio
-
Tráfico, corrupção e pressão dos EUA: pontos-chave da prisão do procurador-geral na Bolívia
Roupas, ossos e DNA ajudam a identificar desaparecidos na Colômbia
Depois de procurar por seu filho Apolinar por 24 anos, Soledad Ruiz recebeu seus ossos em um pequeno caixão. Um suéter e a tecnologia genética foram fundamentais para identificá-lo em uma Colômbia que busca por mais de 100 mil pessoas desaparecidas no conflito armado.
A mulher lembra que Apolinar Silgado usava aquele casaco quando foi trabalhar em uma fazenda em San Onofre, município do departamento de Sucre (norte), em agosto de 1999.
Esta região era dominada por paramilitares e esquadrões de extrema direita que assassinavam camponeses sob suspeita de colaborarem com a guerrilha ou como mecanismo de controle sob o medo.
Apolinar, então com 25 anos, nunca voltou para casa. Sua mãe chegou a pensar que poderia estar entre as vítimas de um líder paramilitar que jogava corpos em um rio com crocodilos. Mas no ano passado a busca finalmente teve um desfecho.
Graças aos pedaços daquele suéter que ficaram preservados ao lado do corpo enterrado, o Ministério Público conseguiu identificar o agricultor.
A busca, exumação e análise de restos mortais se intensificaram após a assinatura do acordo de paz em 2016 com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
"Eu o queria vivo, não o queria do jeito que veio, mas esse era o seu destino. Descansei", disse Soledad Ruiz à AFP.
As autoridades trabalham contra o tempo para identificar milhares de corpos que passaram décadas enterrados. Pedaços de ossos e dentes são retirados para a extração seu DNA e roupas são analisadas para cruzar informações com familiares das vítimas na tentativa de mapear o desaparecimento.
- "Traduzir" as mortes -
A Unidade de Buscas de Pessoas Dadas como Desaparecidas (UBPD, na sigla em espanhol), criada após o histórico desarmamento dos rebeldes, entregou o corpo de Silgado à família.
O órgão garante que até o momento, recuperou 1.256 corpos e continua à procura de mais de 104 mil.
Paramilitares, guerrilheiros e agentes do Estado tentaram dificultar as buscas, explica Hadaluz Osorio, antropóloga forense da Medicina Legal, outra entidade responsável pela identificação.
"Matavam as pessoas e as enterraram clandestinamente. Há até práticas em que os perpetradores as exumam (as vítimas) e as dividem em diferentes locais para dificultar ainda mais sua identificação", diz ela.
Com luvas de látex, Hadaluz analisa um dos corpos, que apresentava desgaste em um joelho, um sinal aparentemente insignificante, mas determinante para identificar um dos mortos cuja família afirmou que reclamava de dores naquela região.
Segundo ela, é necessário "traduzir o que os mortos estão nos dizendo".
Os fragmentos de ossos e dentes encontrados são separados para a extração do DNA de suas células e então são comparados com amostras do Banco de Perfis Genéticos de Pessoas Desaparecidas, arquivo criado em 2010 que contém pelo menos 62 mil amostras de sangue colhidas de parentes de possíveis vítimas.
- À espera de uma ligação -
Soledad Ruiz também viu a morte do pai de Apolinar, que faleceu tentando encontrar o filho, e o desaparecimento de José de los Santos Silgado, seu outro filho, que sumiu 15 dias depois. Jimy Abello, um de seus netos, foi levado à força de sua casa em 2001 e nunca mais foi visto.
"Quero que eles voltem, vivos ou mortos", diz a agricultora.
A Jurisdição Especial para a Paz, que também foi fundada a partir do acordo de paz e que julga os piores crimes do conflito, pediu a aceleração da identificação de corpos para curar as feridas das famílias.
Alba Silgado, mãe de Jimy, confia que os especialistas ligarão para ela em breve para lhe dar boas notícias.
"Tenho este telefone e quando há uma chamada penso (...) que vão me dizer: 'Sra. Alba, venha que o corpo do Jimy e o de José de los Santos estão aqui'" afirma.
"Mesmo que seja por causa do cabelo, de uma unha, tenho que reconhecer meu irmão e meu filho", diz Alba emocionada.
P.Staeheli--VB