-
Atividade industrial cresce em ritmo acelerado em julho nos EUA
-
Seleção dos EUA renova com técnico Mauricio Pochettino até a Copa de 2030
-
Edin Dzeko renova com Schalke 04 por mais um ano
-
Cuba começa a restabelecer eletricidade após novo apagão nacional
-
Inglaterra e Gales tiveram julho mais seco desde que começaram os registros
-
Espanha defende sua soberania sobre Ceuta após crise migratória
-
Amazon ultrapassa pela primeira vez os US$ 3 trilhões em valor de mercado
-
Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado
-
Condições de trabalho na América Latina melhoraram pouco em três décadas, diz BID
-
Chefe da UE pede resposta comum para 'reforçar fronteiras' após crise em Ceuta
-
'Ted Lasso' retorna aos gramados com equipe feminina
-
Ataque russo queima oito milhões de livros na Ucrânia, denuncia editora
-
Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz presa em Mianmar, reúne-se com delegado da Cruz Vermelha
-
Como formar 'cirurgiões do futuro' no uso de robôs
-
Irã nega negociações com EUA após anúncio de Trump sobre novas conversações
-
BitMart、説明を迫られる:SNC SCANDIC COINの出金は8日経っても依然としてTXIDなし
-
설명 압박에 직면한 BitMart: 8일이 지나도 여전히 TXID가 없는 SNC SCANDIC COIN 출금
-
BitMart تحت ضغط لتقديم توضيحات: عمليات سحب عملة SNC SCANDIC COIN لا تزال بدون معرّف المعاملة (TXID) بعد مرور ثمانية أيام
-
BitMart змушений надати пояснення: виплати в SNC SCANDIC COIN через вісім днів досі без TXID
-
BitMart sob pressão para dar explicações: os levantamentos de SNC SCANDIC COIN continuam sem TXID após oito dias
-
Israel transmite aos Estados Unidos suas 'preocupações' sobre o plano para Gaza
-
BitMart 面臨解釋壓力:SNC SCANDIC COIN 提現八天後仍無 TXID
-
Candidato de Trump a procurador-geral anuncia acordo com senadores após impasse
-
Cuba sofre novo apagão
-
Milei reitera acusações contra Lula: "é um ladrão, é um corrupto"
-
As principais mudanças de postura de Trump após suas ameaças contra o Irã
-
Sabalenka defende posto de número 1 do mundo no WTA 1000 de Toronto
-
Zverev mantém cautela em relação aos torneios Masters 1000 de 12 dias
-
Chelsea anuncia contratação do argentino Valentín Barco
-
Tenista russa Kristina Liutova, de 16 anos, é campeã do WTA 250 de Memphis
-
Famílias marroquinas continuam sem notícias de entes queridos que foram para Ceuta
-
Irã diz estar perto de acordo com Omã sobre Ormuz
-
Lula oficializa candidatura à reeleição e buscará um último mandato
-
Infantino vai do céu ao inferno em apenas duas semanas
-
Dois pilotos morrem em colisão de helicópteros que combatiam incêndios na Grécia
-
MP do Peru investiga acidente de avião de pequeno porte perto das Linhas de Nazca
-
Lula oficializa candidatura à reeleição
-
Kolo Muani deixa PSG e é contratado em definitivo pela Juventus
-
PSG anuncia transferência em definitivo de Kolo Muani à Juventus
-
Real Madrid comemora 'boa notícia' da retirada do plano comercial da Fifa
Sobrecarregada pela crise migratória, NY dificulta vida de solicitantes de asilo
Blanca, uma solicitante de asilo com duas filhas, terá de deixar o abrigo de Nova York onde viveu durante o último ano no dia 27 de dezembro, para dar lugar aos recém-chegados.
Essa centro-americana de 35 anos, que por razões de segurança pede para não ter sobrenome e nacionalidade revelados, tenta desesperadamente resolver um angustiante círculo vicioso: seu pedido de asilo e o de sua filha mais velha estão em tramitação, e ela não pode trabalhar, porque não tem autorização de trabalho, nem com quem deixar a filha pequena, nascida há nove meses nos Estados Unidos.
"Estou passando por uma situação bem difícil", disse ela à AFP no centro de ajuda aos migrantes Little Sisters of the Assumption (LSA), no Harlem, que lhes fornece comida, roupa e, principalmente, aconselhamento sobre a complexa documentação administrativa para sua regularização.
"Não sei o que vai acontecer com a gente", afirma, chorando.
Ela sabe apenas que não podem voltar para seu país, de onde fugiram para escapar do violento pai de sua filha adolescente, que cursa o ensino médio em Nova York. Seu ex é membro de uma gangue.
Blanca está entre os 66.000 solicitantes de asilo atualmente alojados em abrigos em Nova York. Segundo o prefeito Eric Adams, a cidade está administrando "praticamente sozinha" uma "crise migratória nacional" que ameaça "destruí-la".
Desde abril de 2022, mais de 142.000 demandantes de asilo chegaram à cidade. A maioria é de origem latina, especialmente venezuelanos, mas também há africanos e cada vez mais chineses. Muitos chegam em ônibus fretados por governadores republicanos de estados do sul do país, em protesto contra a política migratória do governo democrata de Joe Biden.
Este ano, a crise migratória custará à cidade "5 bilhões", e outros "7 bilhões serão necessários para janeiro", lembrou Adams, no final de novembro.
Segundo ele, essa situação "não é sustentável", porque retira recursos de programas de segurança, assim como para idosos e jovens.
- "Estratégia nacional" -
Formada por sucessivas ondas migratórias, a capital cultural e financeira americana, de 8,5 milhões de habitantes, é obrigada por lei a fornecer um teto a quem solicitar. Para acomodar os 3.000 novos requerentes de asilo que chegam semanalmente, Adams limitou a um mês a estada para pessoas desacompanhadas, e a dois, para famílias, nos 210 abrigos habilitados e espalhados pela cidade.
Depois das férias de fim de ano, milhares de famílias, como a de Blanca, terão de começar a procurar, do zero, outro lugar para ficar.
"Têm que dar abrigo", diz à AFP Lucía Aguilar, funcionária do centro LSA, que orienta Blanca a solicitar moradia social e ajudas, às quais tem direito, porque sua filha pequena nasceu nos Estados Unidos.
Nos EUA, aonde mais de cinco milhões de requerentes de asilo teriam chegado nos últimos três anos, há três milhões de empregos não preenchidos, disse Adriel Orozco, conselheiro político do Conselho Americano de Imigração, uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington.
Assim como Adams, Orozco pede uma "resposta coordenada" do governo federal para aliviar o fardo sobre cidades como Nova York, Chicago, Denver, San Diego, ou Los Angeles.
Isso requer, no entanto, acordos no dividido Congresso americano, que permitam à administração federal exercer um "“maior papel de coordenação", completa.
- Mais facilidade na obtenção de documentos -
No início de outubro, Adams foi a México, Equador e Colômbia para informar aos cidadãos desses países que Nova York "atingiu sua capacidade". Apesar disso, muitos solicitantes de asilo continuam a ir para a cidade, devido à facilidade de obtenção de documentos de identidade, de carteira de motorista, ou de permissão de trabalho, em comparação com outros estados.
É o caso de Ayoub Chaikhi, que passou sete anos no Chile, onde deixou esposa e filho. Depois de seis meses no Texas, esse marroquino de 28 anos decidiu viajar para Nova York.
"Aqui eles ajudam muito os imigrantes na questão da papelada", afirma.
"Depois, talvez eu volte para o Texas, ou vá para o Havaí", disse ele à AFP.
Enquanto espera, pela segunda noite consecutiva e sob temperaturas congelantes, do lado de fora de um centro administrativo municipal no sul de Manhattan por uma cama, Chaikhi permanece otimista.
"Resolvemos problemas maiores (...) basta ter paciência e visão de longo prazo", aconselha, com um sorriso.
R.Flueckiger--VB