-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam nove mortos em Kiev
-
Espanha reforça fronteira com Marrocos e destaca situação 'quase' normal
Justine Triet, a cineasta que ouve as mulheres
Em apenas quatro filmes e outros tantos retratos de mulheres, a cineasta Justine Triet escreveu seu nome no cinema francês. Neste sábado, ela foi consagrada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, por "Anatomie d' une Chute".
Aos 44 anos, a francesa é a terceira diretora a ganhar o maior prêmio da história do festival, com uma autópsia sóbria de um casal disfuncional de escritores. O filme narra o julgamento de uma escritora alemã após a morte suspeita de seu marido em seu chalé nos Alpes franceses.
Nascida em 17 de julho de 1978, em Fécamp, Justine cresceu em Paris. "Minha mãe teve uma vida bastante complicada, trabalhando e criando três filhos, dois dos quais não eram dela. Meu pai era muito ausente", contou à AFP.
Em 2007, a cineasta realizou seu primeiro documentário, "Sur Place", sobre manifestações estudantis na França. Mas foi “A Batalha de Solferino” que causou sensação em Cannes em 2013, quando foi programado para uma seleção paralela do festival.
Um ano depois, este filme, rodado no meio da multidão no segundo turno das eleições presidenciais francesas, foi indicado ao prêmio César em 2014, na categoria de melhor filme. Justine retrata com humor nesta obra a crise de um casal e, ao mesmo tempo, uma sociedade ansiosa e histérica.
Viciada em séries de TV, a cineasta teve sua reputação consolidada com o filme "Na Cama com Victoria” (2016), visto na França por cerca de 700 mil pessoas. Estrelado por Virginie Efira, o filme aborda, em meio a diálogos hilários, a desordem sentimental e desilusão com o absurdo da existência.
Fiel a seus intérpretes, Justine reencontra Virginie em 2019, em "Sibyl", onde a atriz interpreta uma romancista convertida em psicanalista. Também aparecem astros do cinema francês, como Adèle Exarchopoulos, Gaspard Ulliel e Niels Schneider. O filme competiu na mostra oficial de Cannes.
Em Anatomie d'une Chute, Justine escreveu o roteiro com seu companheiro, o ator e diretor Arthur Harari, outra figura do cinema de autor.
Embora se diga “instintiva”, o cinema de Justine, que não deixa nada para o acaso, é bastante reflexivo, “questionando muito as relações entre homens e mulheres, que estão no centro das nossas vidas”. O cinema tem que contribuir "para a revolução social feminista", afirmou a diretora.
“Por muito tempo, quando eu assistia a filmes, achava que eu era o menino. Eu me identificava com o papel masculino”, por falta de papéis femininos fortes. “Precisamos de histórias feitas por mulheres. Ainda estamos muito longe da igualdade", ressaltou a francesa.
N.Fournier--BTB