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Ameaças a congressistas americanos disparam no Facebook
As ameaças de violência contra congressistas dos Estados Unidos dispararam no Facebook, depois que a Meta reverteu políticas-chave de moderação de conteúdo, no ano passado, apontou nesta terça-feira (9) um grupo de monitoramento.
O relatório do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH, sigla em inglês) analisou quase 8 milhões de comentários no Facebook direcionados a 100 membros do Congresso nos seis meses anteriores e posteriores ao afrouxamento das medidas de proteção por parte da Meta, algo apresentado como uma tentativa de proteger a liberdade de expressão.
As ameaças contra os congressistas, inclusive de morte, quadruplicaram. O assédio mais que dobrou, enquanto as agressões racistas e de gênero aumentaram, segundo o relatório.
O CCDH também revelou que os comentários que incitam à violência contra o presidente Donald Trump dispararam após as mudanças de política, incluindo um que afirma que ele “merece uma bala na cabeça”.
“Quando as plataformas deixam de aplicar suas próprias normas contra ameaças, ódio e assédio, tornam-se cúmplices da normalização da intimidação e do assédio a autoridades eleitas”, afirmou Imran Ahmed, diretor-executivo do CCDH.
Em comunicado, um porta-voz da Meta disse que a empresa publica regularmente relatórios que rastreiam o “conteúdo que infringe as normas” em suas plataformas, e que “a incidência de condutas de ódio não aumentou ao longo de 2025”.
A AFP mostrou o relatório do CCDH à gigante do setor de tecnologia, mas o porta-voz se recusou a comentar suas conclusões, “porque ele não foi fornecido [à empresa] antes da publicação”.
Nos últimos anos, tanto políticos quanto funcionários eleitorais dos Estados Unidos têm denunciado um aumento de ameaças, intimidação e assédio.
A Meta dispensou verificadores de fatos americanos em janeiro de 2025 e deixou a tarefa de desmentir informações falsas a cargo dos usuários, um modelo conhecido como “notas da comunidade”. A decisão foi vista como uma tentativa de agradar ao governo Trump, cuja base de apoio reclama que a checagem de fatos restringe a liberdade de expressão e censura conteúdo de direita.
J.Marty--VB