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Saga de terror 'Pânico' celebra 30 anos com sétimo filme
O sétimo filme de "Pânico", uma das sagas de terror mais lucrativas do cinema, chega esta semana aos cinemas em uma sequência que busca retornar às origens desta história de culto que revitalizou o gênero em meados dos anos 1990.
Kevin Williamson, roteirista dos primeiros filmes, assumiu a direção desta vez, e a canadense Neve Campbell, intérprete de Sidney Prescott, personagem mítica que tinha desaparecido no sexto filme, volta às telas.
Aqui estão cinco coisas que você precisa saber sobre "Pânico 7".
- Uma saga que revolucionou o gênero -
Quando o primeiro "Pânico" estreou em 1996, já há três décadas, o cinema do gênero praticamente havia desaparecido das telas. A onda de filmes de terror dos anos 1970 e 1980, com títulos como "Halloween" ou "Sexta-feira 13", começava a ficar distante.
Na época, "eu só tentava escrever um roteiro para que Hollywood prestasse atenção em mim", lembra Williamson em uma entrevista à AFP.
Começou a escrever "Pânico" inspirado em uma história real -- a de Danny Rolling, um serial killer que, durante um verão, aterrorizou uma pequena cidade da Flórida ao assassinar cinco estudantes.
O roteiro caiu nas mãos do conhecido cineasta Wes Craven ("Viagem Maldita", "A Hora do Pesadelo"), que aceitou dirigir o filme. Antes de falecer em 2015, conseguiu rodar as três continuações.
- Regresso às origens -
Com o falecimento de Wes Craven, "me despedi mais ou menos da saga", lembra Williamson, roteirista dos quatro primeiros filmes.
Em "Pânico 5" e "Pânico 6", lançados respectivamente em 2022 e 2023, Williamson assumiu o papel de produtor executivo, mais de dez anos após "Pânico 4" (2011), que foi um fracasso comercial.
Para "Pânico 7", Williamson aceitou ficar atrás das câmeras pela primeira vez porque "a Neve [Campbell] me pediu", assegura.
Campbell, que interpreta Sidney Prescott, volta à saga depois de ter recusado participar de "Pânico 6" por não ser remunerada de "forma correspondente" ao valor que trouxe aos filmes anteriores, criticando o fato de que seu salário teria sido mais alto se fosse homem.
Sidney Prescott, personagem principal do primeiro filme, que se tornou um ícone nas continuações, é mãe neste último longa. "Queríamos contar uma história sobre uma mãe e sua filha, como elas se afastam e como voltam a se reconectar e combater Ghostface", explica Williamson.
- Polêmica sobre a guerra em Gaza -
Após a morte de Craven, os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett introduziram novos personagens.
Sam, interpretada pela mexicana Melissa Barrera, e sua irmã Tara, vivida pela estrela da série "Wandinha", Jenna Ortega, foram as protagonistas de "Pânico" 5 e 6.
Mas a produtora Spyglass afastou Barrera em novembro de 2023, após ela publicar uma mensagem nas redes sociais denunciando uma "limpeza étnica" em Gaza. Ortega seguiu o mesmo caminho, se recusando a voltar em "Pânico 7".
- Uma obra de culto -
"Pânico" pertence ao subgênero do cinema de terror conhecido como "slasher": apresenta um psicopata (Ghostface em "Pânico") que assassina um grupo de jovens, um após o outro, com extrema brutalidade.
O filme brinca com as regras do gênero, as altera e recorre a toques cômicos, sem deixar de lado o terror puro.
A cena do primeiro "Pânico" com Drew Barrymore, que morre aos 12 minutos iniciais do filme, é considerada uma das melhores sequências de abertura da história do cinema de terror.
- Uma história muito lucrativa -
"Pânico" arrecadou 910 milhões de dólares (cerca de 4,7 bilhões de reais) nas bilheterias mundiais desde sua criação em 1996. Isto coloca a saga entre as mais lucrativas do gênero, atrás de "Invocação do Mal", "Jogos Mortais" ou da adaptação do romance de Stephen King "It".
G.Frei--VB