Volkswacht Bodensee - Três policiais franceses são julgados pela morte de entregador em 2020

Três policiais franceses são julgados pela morte de entregador em 2020
Três policiais franceses são julgados pela morte de entregador em 2020 / foto: © AFP

Três policiais franceses são julgados pela morte de entregador em 2020

Três policiais franceses começaram a ser julgados nesta segunda-feira (26) pela morte, em 2020, de um homem cujo caso foi comparado ao de George Floyd nos Estados Unidos, que desencadeou manifestações em todo o mundo.

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Cédric Chouviat, um entregador de 42 anos, foi derrubado e imobilizado no chão enquanto usava um capacete de motociclista durante uma abordagem policial em Paris, em 3 de janeiro de 2020, depois de chamar os policiais de "palhaços".

Segundo um vídeo gravado por sua câmera, Chouviat disse nove vezes, em 13 segundos, que estava "sufocando". Após perder a consciência, foi levado ao hospital em estado crítico e morreu dois dias depois.

Os três policiais são acusados de homicídio culposo. Todos afirmam que não ouviram seus pedidos de socorro.

Um dos agentes, Michael P., de 33 anos, derrubou Chouviat com uma técnica de estrangulamento que, desde então, foi proibida.

Segundo documentos judiciais consultados pela AFP, a lembrança do agente sobre a abordagem era "confusa".

"Estávamos em uma posição desconfortável. Pelo que me lembro, passei meu antebraço direito por baixo do capacete dele", declarou. "Tomei cuidado para não exercer pressão demais".

Os policiais "agiam no contexto de uma abordagem difícil em uma via muito movimentada", declarou Pauline Ragot, advogada de dois dos agentes. A defensora classificou a abordagem como "legítima".

No entanto, em abril, o defensor dos direitos da França concluiu que a polícia havia adotado uma "conduta inadequada, negligente e imprudente".

Os advogados da família de Chouviat questionam a acusação de homicídio culposo.

"Como é possível sustentar que estrangular alguém enquanto está de pé, estrangulá-lo no chão... ouvi-lo dizer 'estou sufocando, estou sufocando' e continuar estrangulando-o e esmagando-o não é algo intencional?", questionou Arie Alimi, advogado da família.

Christian Chouviat, pai da vítima, afirmou que sentia "raiva" dos policiais.

"É uma raiva que pertence apenas a mim e que nunca vai desaparecer. Vou levá-la para o túmulo", declarou.

M.Schneider--VB