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Governo da Colômbia prepara reforma para classificar grupos armados como 'terroristas'
O governo da Colômbia anunciou, nesta terça-feira (25), que apresentará ao Congresso uma proposta de reforma para classificar guerrilhas, narcotraficantes e outras organizações ilegais como "terroristas".
O presidente de direita, Abelardo de la Espriella, assumiu o poder em 7 de agosto com a promessa de promover uma forte guinada em relação às políticas de paz adotadas por seu antecessor de esquerda e combater os grupos armados sem trégua, com o apoio dos Estados Unidos.
Em meio ao pior pico de violência da última década, o ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que prepara um "estatuto antiterrorista" para estabelecer instrumentos jurídicos específicos de combate às organizações criminosas.
A proposta, que será apresentada ao Congresso, definirá "o que é uma organização terrorista" para, em seguida, criar uma lista das organizações que se enquadrem nessa categoria, explicou Lara à Blu Radio.
O ministro não deu detalhes nem especificou quais grupos armados poderiam ser incluídos nessa classificação, mas indicou que até mesmo os responsáveis pelos incêndios que atingem o oeste do país poderiam ser considerados terroristas.
"Estou trabalhando nisso (...) para poder dar à força pública ferramentas para combater indivíduos dessa natureza, que chegam, incendeiam povoados inteiros e propriedades rurais e colocam em risco a vida das pessoas", afirmou Lara.
Segundo o governo, entre as pessoas que participam da resposta aos incêndios e ao forte terremoto de 10 de agosto há indivíduos que se passam por voluntários, mas que, na realidade, são "terroristas" que buscam "distrair e esgotar as capacidades da força pública" e do Estado, acrescentou.
A Presidência afirmou em um comunicado divulgado na segunda-feira que trabalha em uma estratégia para que todos os grupos criminosos sejam "tratados" como "terroristas".
"Todos são terroristas e vamos tratá-los como tal", afirmou De la Espriella no comunicado. O presidente colombiano é um aliado próximo do governo americano.
Washington classificou como terroristas organizações ilegais do México, da Colômbia e do Equador, entre outros países.
Segundo o presidente Donald Trump, essa classificação permite ampliar em todo o mundo as operações policiais, de inteligência e de contrainsurgência contra esses grupos.
O ex-presidente de esquerda Gustavo Petro implementou, sem sucesso, políticas para desarmar guerrilhas e narcotraficantes na Colômbia, maior produtora de cocaína do mundo.
T.Zimmermann--VB