-
Lille perde para Nice e liderança do Francês fica com o Monaco
-
Avanços da extrema direita e da extrema esquerda nas eleições regionais abalam o governo Merz
-
Real Madrid perde para Atlético e deixa Barcelona escapar na liderança do Espanhol
-
Fiorentina empata com Napoli e se mantém invicta com Paolo Vanoli
-
Itália quer proibir a burca nas escolas, diz Meloni
-
Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz
-
Presidente do PSG é investigado na França por conflito de interesses
-
Drones ucranianos atingem Moscou no último dia das eleições legislativas
-
Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
-
Israel anuncia detenção de suposto autor de ataque na Cisjordânia
-
Eleições regionais na Alemanha pode abalar o governo de Merz
-
Coreia do Norte lança dois projéteis no Mar do Leste
-
Rússia enfrenta grande ataque de drones ucranianos no último dia das eleições legislativas
-
Irã informou aos Estados Unidos condições para reabertura de Ormuz
-
Coalizão liderada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Cuba restabelece conexão da rede elétrica, mas apagões continuam
-
De volta aos palcos, Ed Sheeran diz que situação em Gaza é "injustificável"
-
Ed Sheeran volta aos palcos em meio à polêmica sobre os palestinos
-
Cuba restabelece conexão elétrica após novo apagão generalizado
-
Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Com hat-trick de Raphinha, Barça vence Sevilla e segue 100% no Espanhol
-
Paris FC e Lyon seguem invictos e entram na zona da Champions no Francês
-
Bachelet desiste de candidatura para chefiar secretaria-geral da ONU
-
Jogador do Cienciano denuncia "mala preta" de dirigente do City Torque na Sul-Americana
-
Borussia Dortmund mantém 100% de aproveitamento e se isola na liderança do Alemão
-
Trump diz que não vai tolerar as tentativas de frear o desenvolvimento da IA
-
Houthis do Iêmen reivindicam ataques contra a capital saudita
-
Inter arranca empate com Roma no duelo entre líderes do Campeonato Italiano
Candidatura de Le Pen à presidência da França fica em risco após condenação
A condenação de Marine Le Pen por desvio de fundos nesta terça-feira (7) permite que a líder da extrema direita francesa concorra à eleição presidencial de 2027, mas a impediria, inicialmente, de fazer campanha "livremente", deixando a confirmação de sua candidatura no ar.
Le Pen estava impedida de se apresentar após uma condenação, em março de 2025, a dois anos de prisão em regime fechado, 100 mil euros (587 mil reais) de multa e cinco anos de inelegibilidade imediata por desvio de fundos públicos europeus quando era eurodeputada.
Mas ela recorreu, e a decisão do Tribunal de Apelação de Paris era considerada crucial a dez meses da votação, quando a extrema direita lidera as pesquisas, mas ainda precisa confirmar quem será sua cabeça de chapa: Le Pen ou seu herdeiro político, Jordan Bardella, de 30 anos.
A política de 57 anos, vestida com um blazer rosa-claro, blusa branca e calça preta, murmurou "tudo bem, tudo bem" ao entrar na sala de audiências com uma mão no bolso, constataram jornalistas da AFP.
O tribunal voltou a considerá-la culpada de desvio de fundos públicos europeus, mas, em nome da "livre escolha dos eleitores", "condição da expressão democrática", impôs-lhe uma pena de inelegibilidade que lhe permite concorrer à eleição presidencial.
Concretamente, impôs-lhe 15 meses de inelegibilidade, que consideram os meses que ela já cumpriu desde março de 2025. Mas a pena de um ano de prisão, que pode cumprir em casa com tornozeleira eletrônica, poderia obrigá-la a pôr fim à sua candidatura.
Marine Le Pen já advertiu na semana passada que só se candidataria se pudesse fazer campanha "livremente", sem ter de pedir autorização judicial para se deslocar, o que o fato de ser condenada a usar tornozeleira eletrônica durante um ano a impediria.
A finalista das presidenciais de 2017 e 2022, derrotada pelo centrista de direita Emmanuel Macron, deixou o Palácio de Justiça de Paris sem fazer declarações à imprensa, após se reunir com seus advogados, constatou a AFP.
Sua decisão sobre se concorrerá finalmente à eleição presidencial de 18 de abril e 2 de maio de 2027 será revelada durante uma entrevista ao canal privado TF1, às 18h00 GMT (15 horas no horário de Brasília).
"Não tenho medo (...) Aconteça o que acontecer, não estarei morta. Aconteça o que acontecer, continuarei travando a batalha pelas minhas ideias", disse na quarta-feira ao canal LCI.
- Suspense -
Macron não pode se candidatar à reeleição, e as pesquisas apontam Le Pen e Bardella como os nomes com mais chances de sucedê‑lo, à frente de seus ex-primeiros-ministros de centro-direita Édouard Philippe e Gabriel Attal, e do esquerdista Jean-Luc Mélenchon. A classe política prende a respiração.
O deputado conservador Laurent Wauquiez considerou que, se a Justiça a impedisse de concorrer, seria "o sinal de uma crise da democracia". Outros líderes avaliaram que os políticos "não estão acima da lei".
"Antecipamos todos os cenários", assegurou Bardella na segunda-feira, declarando-se "tranquilo e disposto a assumir as consequências" da decisão judicial, que pode transformá-lo em candidato de extrema direita à presidência da França, apesar de não ser um Le Pen.
A sentença também será acompanhada fora da França. Após a primeira condenação, ela recebeu o apoio de seus aliados internacionais, como o presidente americano Donald Trump e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que denunciou uma perseguição.
A filha do histórico líder da Frente Nacional (FN), Jean-Marie Le Pen, criticou então uma "decisão política" para impedir sua candidatura.
Durante o julgamento em apelação, Le Pen negou ter cometido intencionalmente um crime, uma mudança de estratégia em relação ao tenso processo de 2025, que foi interpretada como uma forma de obter uma pena menor.
burs-tjc/an/jc/lm
E.Gasser--VB