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Ex-diretor de inteligência da Coreia do Sul detido por negligência durante lei marcial
Cho Tae-yong, ex-diretor da agência de inteligência da Coreia do Sul, foi detido nesta quarta-feira (12) por negligência no cumprimento de suas funções durante a declaração da lei marcial no ano passado, anunciou um tribunal de Seul à AFP.
Em dezembro de 2024, o então presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, provocou uma crise política ao declarar lei marcial e enviar soldados à sede do Parlamento para impedir que os legisladores votassem para revogar a medida.
A tentativa fracassou e Yoon foi detido em janeiro. Em abril, ele foi destituído do cargo e enfrenta acusações de insurreição e outros crimes relacionados à lei marcial.
No caso de Cho, que na época era o diretor do Serviço Nacional de Inteligência, promotores especiais solicitaram sua detenção depois que o acusaram de ignorar suas obrigações como chefe da agência de espionagem e pelo risco de destruição de evidências.
O Tribunal Central do Distrito de Seul revisou a validade da ordem nesta terça-feira e aprovou a detenção. "A principal acusação é negligência no cumprimento do dever", afirmou a corte em um comunicado enviado à AFP.
Os promotores afirmam que Cho também não informou ao Parlamento sobre a lei marcial, apesar de "ter consciência de sua ilegalidade", e o acusam de ter feito declarações falsas.
"A possibilidade de que ele tenha participado da insurreição aumentou", declarou a promotora Park Ji-young à imprensa na semana passada.
A detenção de Cho ocorre após o Ministério Público adicionar outra acusação contra Yoon por ajudar o inimigo, alegando que ele ordenou voos com drones sobre a Coreia do Norte para justificar sua declaração de lei marcial.
J.Sauter--VB