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Marcha nacionalista em Jerusalém é marcada por tumulto e insultos
Um grande número de israelenses percorreu Jerusalém Leste nesta segunda-feira (26), em uma marcha marcada por tumultos com palestinos por ocasião das comemorações anuais da ocupação israelense da parte oriental da Cidade Santa.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu manter Jerusalém "unificada, indivisível e sob a soberania de Israel".
Israel conquistou e anexou Jerusalém Leste ao final da guerra árabe-israelense de 1967, uma anexação não reconhecida pela comunidade internacional.
Para os israelenses, o "Yom Yerushalaim" ("Dia de Jerusalém" em hebraico) comemora o que eles consideram a "reunificação" da cidade. A cada ano, milhares de nacionalistas, religiosos em sua maioria, desfilam pelas ruas da Cidade Santa.
Muitos palestinos consideram esta marcha uma provocação deliberada, especialmente no contexto da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.
Na tarde desta segunda-feira, vários grupos de jovens foram vistos atacando comerciantes palestinos, pedestres e estudantes, assim como ativistas israelenses defensores dos direitos humanos e a polícia.
Alguns cuspiram em vários transeuntes, proferiram insultos e tentaram entrar à força em residências.
O ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, da extrema direita, visitou a Esplanada das Mesquitas, um ato que tanto os palestinos quanto os países árabes consideraram uma provocação.
A Esplanada das Mesquitas é o terceiro lugar mais sagrado do islã e para os judeus, que se referem a ele como Monte do Templo, é o local mais sagrado do judaísmo.
"Subi ao Monte do Templo pelo Dia de Jerusalém e rezei pela vitória na guerra [em Gaza], pelo retorno de todos os nossos reféns (...) Feliz Dia de Jerusalém!", escreveu o ministro no Telegram.
Segundo o status quo vigente desde a tomada de Jerusalém oriental por Israel, em 1967, os judeus e seguidores de outras religiões, exceto a muçulmana, não são autorizados nem a rezar, nem a ostentar símbolos religiosos na Esplanada das Mesquitas.
O local é administrado pela Jordânia, mas o acesso é controlado pelas forças de segurança israelenses.
R.Fischer--VB