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Israel ataca instalações militares na Síria
O Exército israelense destruiu as principais instalações militares da Síria com quase 300 ataques aéreos desde a queda, no domingo (8), do governo de Bashar al-Assad, após uma ofensiva relâmpago dos rebeldes rápida, informou nesta terça-feira (10) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
A organização, que tem uma ampla rede de fontes na Síria, afirmou que o Exército israelense "destruiu as principais áreas militares" com bombardeios contra aeroportos, radares, depósitos de armas e munições, centros de pesquisa militar e navios.
Correspondentes da AFP ouviram na madrugada desta terça-feira fortes explosões em Damasco e imagens ao vivo da AFPTV mostraram colunas de fumaça no centro da capital.
Os ataques israelenses buscam "a destruição das armas que restam nos depósitos e unidades militares que eram controladas pelas forças do antigo regime", aliado do Irã e do movimento libanês Hezbollah, afirmou o OSDH.
O Exército israelense não fez comentários sobre os relatos até o momento. Na segunda-feira, os militares do país confirmaram a destruição de "armas químicas" na Síria nos últimos para evitar que caíssem nas mãos dos rebeldes.
O chefe da diplomacia de Israel, Gideon Saar, argumentou que os novos governantes sírios são incentivados por "uma ideologia extrema do islã radical" e justificou os ataques contra "sistemas de armas estratégicas (...) para que não acabem nas mãos de extremistas".
O Exército do país também procede uma incursão na zona desmilitarizada ao redor das Colinas de Golã, um território sírio ocupado e anexado desde 1967, o que a diplomacia do Irã denunciou nesta terça-feira como "uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas".
- "Transferência de poder" -
Em Damasco, o líder dos rebeldes sírios, o islamista Abu Mohamed al Jolani, que nos últimos dias passou a ser identificado com seu nome verdadeiro, Ahmed al Chareh, teve uma reunião na segunda-feira com o ex-primeiro-ministro Mohamed al Jalali para coordenar a "transferência de poder".
Assad fugiu da Síria após a ofensiva relâmpago de uma coalizão de rebeldes liderados pela organização islamista Hayat Tahrir al Sham (HTS), que tomou a capital no domingo e acabou com mais de cinco décadas de governo da dinastia fundada pelo pai de Bashar, Hafez al-Assad.
A Síria estava mergulhada em uma guerra civil desde 2011, quando o governo de Assad reprimiu de forma extremamente violenta uma onda de protestos pacíficos, o que resultou em um conflito que deixou 500.000 mortos e obrigou metade da população a fugir de suas casas.
O partido Baath, do presidente deposto, afirmou que apoia uma transição "para defender a unidade do país".
O chefe de Governo da Alemanha, Olaf Scholz, e o presidente da França, Emmanuel Macron, declararam na segunda-feira que estão "dispostos a cooperar com os novos governantes", segundo a chancelaria alemã.
Embora Al Jolani, nascido em 1982, tente se distanciar de seu passado vinculado a organizações jihadistas, muitos governos ocidentais consideram o HTS como um grupo "terrorista".
- Tortura -
Desde a queda de Assad, milhares de pessoas se reuniram diante da prisão de Saydnaya, um símbolo das atrocidades cometidas nas últimas décadas, para procurar seus familiares.
Os Capacetes Brancos, uma rede de socorristas que operou nas zonas controladas pelos rebeldes durante o conflito, anunciaram nesta terça-feira que concluíram a inspeção da peniteniciária, sem encontrar possíveis celas ou porões secretos.
O governo que Assad herdou de seu pai contava com um complexo de prisões usado para reprimir qualquer dissidência ao partido governante.
Um combatente rebelde revelou à AFP que encontrou quase 40 corpos no necrotério de um hospital perto de Damasco com sinais claros de tortura.
Al Jolani anunciou nesta terça-feira que publicará em breve uma lista das autoridades do governo anterior "envolvidas em torturas contra o povo" e prometeu "perseguir os criminosos de guerra".
"Vamos oferecer recompensas a qualquer um que forneça informação sobre altos oficiais militares e de segurança envolvidos em crimes de guerra", sustentou. "Vamos perseguir os criminosos de guerra e pedir que eles nos sejam entregues pelos países para onde fugiram."
Aida Taha, de 65 anos, contou que percorreu as ruas "como uma louca" em busca de seu irmão, detido em 2012.
"Estamos oprimidos há muito tempo", afirmou a mulher, que recordou que ainda há detidos nos porões e que precisam dos códigos das portas para entrar.
- "Pesadelo" -
Segundo analistas, o governo de Assad não conseguiu se manter sem o apoio de seus aliados, já que seu principal apoio, a Rússia, está focada na Ucrânia, e o Irã e o movimento libanês Hezbollah estão desgastados por seus conflitos com Israel.
O OSDH afirma que pelo menos 910 pessoas, incluindo 138 civis, morreram desde o início da ofensiva dos rebeldes em 27 de novembro.
Muitas pessoas se reuniram na Praça dos Omíadas em Damasco para celebrar a queda do regime com a bandeira de três estrelas vermelhas que representa a oposição.
"Nunca pensamos que esse pesadelo acabaria", disse Rim Ramadan, de 49 anos.
Com a queda de Assad, Áustria, Alemanha, Bélgica, Suécia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Reino Unido, Países Baixos e Itália anunciaram que suspenderão as decisões pendentes sobre pedidos de asilo de cidadãos sírios.
A ONU afirmou que quem assumir o poder na Síria deverá cobrar responsabilidades do regime de Assad.
Contudo, não está claro como Assad poderia ser responsabilizado pela justiça, especialmente após o Kremlin se recusar na segunda-feira a confirmar as informações das agências de notícias russas de que ele teria fugido para Moscou.
E.Burkhard--VB