-
Ministra sueca rompe barreiras ao participar de reuniões da UE com seu filho nos braços
-
Reformas em Cuba: guinada ao modelo chinês ou ao capitalismo oligárquico?
-
Polônia realiza conferência sobre a reconstrução da Ucrânia sem Zelensky
-
Sarah Burton faz referência a Timothée Chalamet em sua estreia masculina para Givenchy
-
Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa
-
EUA e países de todo o mundo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos devastadores
-
Brasil aguarda conclusão do Grupo F para conhecer rival na 2ª fase da Copa
-
'Wannabe', sucesso das Spice Girls, completa 30 anos em meio a rumores de reencontro
-
'Tudo desabou': área mais devastada pelos terremotos na Venezuela pede socorro
-
Rubio rejeita possível pedágio iraniano em Ormuz e alerta para precedente
-
Trump abre festa dos 250 anos dos Estados Unidos com discurso de tom político
-
EUA volta a contar com Pulisic e tenta, contra Turquia, mais uma vitória antes dos 16-avos
-
África do Sul vence Coreia do Sul (1-0) e vai aos 16-avos da Copa em segundo no Grupo A
-
México elimina República Tcheca (3-0) e avança aos 16-avos da Copa com campanha 100%
-
Preço do Brent cai abaixo do nível anterior à guerra no Oriente Médio
-
'Muito nervoso, mas feliz', diz Neymar após estreia na Copa do Mundo
-
Proibição de adolescentes em redes sociais na Austrália teve pouco impacto (estudo)
-
Juízas do TPI processam Trump por 'sanções draconianas'
-
'Seguir melhorando', diz Vini Jr. após vitória do Brasil
-
Bósnia elimina Catar e se garante nos 16-avos da Copa do Mundo
-
Jaques Wagner deixará liderança do governo no Senado por suspeita de corrupção
-
'Agora chega o bonito', diz Ancelotti após vitória do Brasil sobre a Escócia
-
Marrocos vence Haiti (4-2) e passa em segundo no grupo do Brasil na Copa
-
Brasil vence Escócia (3-0) e vai aos 16-avos como 1º do Grupo C da Copa
-
Terremotos na Venezuela destroem prédios e causam pânico em Caracas
-
Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã
-
Ainda confiante na classificação, Equador encara líder Alemanha
-
Forte sismo de magnitude 7,1 sacode a Venezuela
-
Novo tipo de vacina permite imunizar contra famílias de vírus (pesquisadores)
-
Rubio promete defender interesses dos países do Golfo em negociações com Irã
-
Entre a nostalgia e o desinteresse, Itália vive mais uma Copa sem a 'Azzurra'
-
Tenistas vão intensificar protesto por premiação em Wimbledon
-
'Eles vêm com tudo', diz Laporte sobre duelo da Espanha contra o Uruguai
-
Onda de calor sufoca Europa e testa redes elétricas
-
Candidatos do prefeito de Nova York vencem primárias democratas
-
Bósnia garante terceiro lugar do Grupo B na Copa do Mundo e elimina o Catar
-
Suíça vence Canadá (2-1) e avança como líder do Grupo B da Copa
-
Cacique Raoni se recupera após cirurgia no intestino
-
Pai, mãe e Flávio Bolsonaro desejam sorte a Neymar em sua estreia na Copa
-
Keiko Fujimori agradece apoio de eleitores e admite divisão no Peru
-
Adversário reconhece De la Espriella como presidente eleito da Colômbia
-
Novo formato ressuscita fantasma da manipulação de resultados na Copa
-
Juan Manuel Cerúndolo avança para as quartas de final em Eastbourne
-
Surto de hantavírus deve ser encerrado oficialmente em 2 de julho (OMS)
-
França detecta primeiro caso de ebola fora da África durante surto atual
-
Sem Almirón, Paraguai enfrenta Austrália por sobrevivência na Copa
-
Trump se recusa a promulgar lei de habitação até Congresso aprovar reforma eleitoral
-
Democrata acusa Trump de bloquear ponte entre EUA e Canadá para ajudar doador
-
França detecta caso de ebola em médico que chegou da RDC
-
Andreeva e Swiatek são eliminadas na estreia em Bad Homburg
Os limites do combate frontal a cartéis e facções na AL
Depois de El Salvador, o Equador lançou esta semana uma guerra contra cartéis e facções criminosas, uma estratégia que mostrou alguns efeitos perversos na Colômbia e no México, onde as autoridades agora estão experimentando outras abordagens.
Diante da fuga de líderes criminosos encarcerados e da tomada de agentes prisionais como reféns, o Equador, apoiado pelos Estados Unidos, respondeu com uma declaração de "conflito armado interno" contra 22 facções classificadas como "terroristas". A medida inclui um toque de recolher e o desdobramento de cerca de 22.400 militares.
"Os governos têm essa resposta porque buscam soluções imediatas", explica Mathew Charles, do Observatório Colombiano do Crime Organizado, à AFP.
Desde sua campanha, o presidente Daniel Noboa se declarou a favor da militarização após o assassinato de um candidato presidencial, destaca o "think tank" Insight Crime.
O presidente de 36 anos anunciou no início de janeiro a construção de duas prisões de segurança máxima, seguindo o modelo mexicano e especialmente o salvadorenho.
El Salvador, com apenas seis milhões de habitantes e 8.124 km2, é vítima da violência das gangues, mas agora busca se apresentar como um referencial em segurança.
O governo do presidente Nayib Bukele prendeu mais de 73.000 supostos criminosos sob um controverso estado de emergência criticado por defensores dos direitos humanos. Cerca de 7.000 pessoas inocentes foram libertadas.
- "Política antidrogas equivocada" -
A guerra no Equador contra as organizações criminosas "carece de uma estratégia de saída", acrescenta o "think tank" Insight Crime.
"Sabemos que a linha-dura (...) só funciona imediatamente", insiste Charles, destacando que são necessárias "soluções de longo prazo" com investimento social.
Os criminosos "sempre têm armas" e "vão responder com mais violência", o observa o especialista. "Prender as pessoas não é a resposta, porque o que vimos é que, nas prisões, quem manda, quem controla, são as gangues".
Na Colômbia e no México, seus dois presidentes de esquerda, Gustavo Petro e Andrés Manuel López Obrador, buscam uma mudança de estratégia.
"Na América, a expansão de poderosas facções internacionais tem a ver com uma política antidrogas equivocada", disse o presidente colombiano na rede social X (anteriormente Twitter) esta semana, quando os Estados Unidos propuseram sua "assistência" ao Equador.
"Apesar dos enormes esforços empreendidos por mais de meio século, não foram alcançadas as metas propostas" na luta antidrogas, afirma um relatório do governo colombiano sobre plantações de folha de coca em 2022.
Apesar do apoio militar dos Estados Unidos, a Colômbia continua sendo o principal produtor mundial de cocaína, com pelo menos 1.738 toneladas em 2022, segundo a ONU.
"Os países latino-americanos devem adotar poderosas políticas de empoderamento juvenil", propõe Petro, eleito em 2022.
- "Estratégia a longo prazo" -
O México também está virando a página da "guerra contra as drogas" lançada em dezembro de 2006 pelo então presidente Felipe Calderón. Desde então, mais de 420.000 assassinatos e dezenas de milhares de desaparecimentos foram registrados.
A tentativa de deter os líderes dos cartéis fez com que fossem substituídos por outros "mais jovens, mais violentos e, às vezes, sem visão estratégica", segundo o especialista em segurança Erubiel Tirado, da Universidade Ibero-americana do México.
López Obrador classificou em julho de 2022 a guerra contra o crime iniciada por Calderón como "crime".
"Não se pode enfrentar a violência com a violência", acrescentou.
Nesse sentido, seu governo defende uma abordagem que olhe para as causas do problema, com programas sociais para jovens e agricultores, a fim de reduzir a imigração e o tráfico de drogas.
Ao mesmo tempo, criou um novo corpo de segurança armado (a Guarda Nacional, que substituiu a Polícia Federal). Vários chefões das drogas foram presos durante seu mandato, como um dos filhos do traficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, extraditado para os Estados Unidos, onde seu pai cumpre pena de prisão.
"Todos os dias prendemos criminosos. E quando não há opções, ocorrem confrontos", resumiu o presidente em julho de 2022.
A violência no México continua, no entanto, sem dar trégua: após atingir recordes com 29 assassinatos por cada 100.000 habitantes entre 2018 e 2020, em 2022 a cifra ficou em 25/100.000.
A América Latina sofre com "corrupção" e desigualdades sociais, conclui o especialista Mathew Charles, que defende "um programa abrangente de segurança, anticorrupção e investimento social" com estratégias de longo prazo.
T.Suter--VB