-
Fiorentina empata com Napoli e se mantém invicta com Paolo Vanoli
-
Itália quer proibir a burca nas escolas, diz Meloni
-
Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz
-
Presidente do PSG é investigado na França por conflito de interesses
-
Drones ucranianos atingem Moscou no último dia das eleições legislativas
-
Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
-
Israel anuncia detenção de suposto autor de ataque na Cisjordânia
-
Eleições regionais na Alemanha pode abalar o governo de Merz
-
Coreia do Norte lança dois projéteis no Mar do Leste
-
Rússia enfrenta grande ataque de drones ucranianos no último dia das eleições legislativas
-
Irã informou aos Estados Unidos condições para reabertura de Ormuz
-
Coalizão liderada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Cuba restabelece conexão da rede elétrica, mas apagões continuam
-
De volta aos palcos, Ed Sheeran diz que situação em Gaza é "injustificável"
-
Ed Sheeran volta aos palcos em meio à polêmica sobre os palestinos
-
Cuba restabelece conexão elétrica após novo apagão generalizado
-
Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Com hat-trick de Raphinha, Barça vence Sevilla e segue 100% no Espanhol
-
Paris FC e Lyon seguem invictos e entram na zona da Champions no Francês
-
Bachelet desiste de candidatura para chefiar secretaria-geral da ONU
-
Jogador do Cienciano denuncia "mala preta" de dirigente do City Torque na Sul-Americana
-
Borussia Dortmund mantém 100% de aproveitamento e se isola na liderança do Alemão
-
Trump diz que não vai tolerar as tentativas de frear o desenvolvimento da IA
-
Houthis do Iêmen reivindicam ataques contra a capital saudita
-
Inter arranca empate com Roma no duelo entre líderes do Campeonato Italiano
-
Houthis dizem ter atacado "locais sensíveis" na capital saudita
-
Campeão Arsenal é atropelado pelo Brighton e perde invencibilidade no Inglês
Fed turbina a Desigualdade
Lide. O ciclo inédito de política monetária dos EUA — anos de dinheiro barato e compras maciças de ativos, seguidos por altas agressivas de juros e redução do balanço — reconfigurou a distribuição de renda e riqueza. O resultado é um país onde o topo acumula ganhos financeiros e a base convive com crédito mais caro, moradia inacessível e um mercado de trabalho que começa a fraquejar.
Do dinheiro fácil ao aperto. O período de juros próximos de zero e aquisições de títulos impulsionou preços de ações e imóveis. Em seguida, a escalada da taxa básica para conter a inflação encareceu hipotecas, cartões de crédito e financiamento de veículos. A transição rápida entre regimes ampliou o fosso: quem tinha ativos foi premiado; quem dependia de crédito passou a pagar a conta.
Riqueza concentrada, prêmio dos ativos. A valorização das bolsas durante e após as intervenções expandiu o patrimônio financeiro de quem já detinha ações e fundos. Com a normalização monetária, os rendimentos passaram a privilegiar também aplicações de curto prazo; a migração de poupança para fundos de mercado monetário paga mais a quem tem liquidez e consegue trocar depósitos mal remunerados por alternativas atreladas aos juros.
Crédito caro na base da pirâmide. O juro rotativo do cartão atingiu patamares historicamente elevados, pressionando sobretudo jovens e famílias de menor renda, mais expostas a dívidas variáveis. A inadimplência em linhas sensíveis ao ciclo — cartões, veículos e, cada vez mais, estudantis — voltou a subir. Ao mesmo tempo, bancos preservaram margens com repasses parciais das altas aos depositantes comuns, enquanto investidores com maior saldo capturaram o grosso do rendimento via alternativas fora dos grandes bancos.
Habitação: o bloqueio que estrangula a mobilidade. Milhões de proprietários travaram hipotecas com juros baixíssimos nos anos de estímulo e evitam vender para não assumir prestações com taxas bem mais altas. A oferta fica presa, os preços resistem e o primeiro comprador é empurrado para o aluguel — onde o peso do custo de moradia já atinge níveis recordes. Mesmo com algum recuo recente nas taxas, a acessibilidade permanece comprimida.
Mercado de trabalho e renda: sinais de cansaço. A taxa de desemprego geral subiu e as disparidades reaparecem: trabalhadores negros sofrem deterioração mais rápida que a média. Na renda, o quadro é assimétrico: o meio da distribuição ficou praticamente estagnado no último ano fechado, enquanto a faixa superior avançou, e a renda de famílias negras recuou — reforçando o caráter regressivo do ajuste quando a política monetária esfria a demanda.
O balanço do banco central ainda pesa. Apesar da redução do balanço, a autoridade monetária mantém grande exposição a títulos hipotecários, influência que se soma ao canal de juros para condicionar o custo de financiamento imobiliário. A mensagem ao mercado é de aperto prolongado com calibragem gradual, mas os efeitos distributivos do caminho escolhido já estão dados.
Conclusão:
O “experimento econômico” combinou duas forças que empurram na mesma direção: inflação de ativos (que beneficia o topo) e encarecimento do crédito (que penaliza a base). Não é mero acidente de percurso: é mecanismo. Enquanto a engenharia monetária premiar patrimônio e punir endividamento, a desigualdade seguirá como subproduto — não colateral, mas estrutural — da estratégia de estabilização.
Klaus Welle: A Europa em transição
Meta e os serviços digitais?
Donald J. Trump: A América está de volta
Holocausto: 80 anos após Auschwitz
Alemanha: Pacote de reforma da migração
A IA ajuda a selecionar os candidatos?
Anistia: Nem Todos Serão Perdoados
Greve provoca briga entre entregadores
Lágrimas dos Artistas pela IA
Breque dos Apps Agita Debate Laboral
Bolsonaro a falar inglês: risos garantidos