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'Tive certeza de que iria morrer', declarou Kardashian no julgamento por roubo milionário em Paris
A estrela dos reality shows Kim Kardashian pensou que iria morrer quando ladrões invadiram seu hotel em Paris em 2016 e lhe apontaram uma arma, disse a americana nesta terça-feira(13) em sua primeira aparição no julgamento deste caso na França.
Desde o final de abril, dez suspeitos são julgados pelo roubo à mão armada de joias no valor de US$ 10 milhões (R$56,81 milhões), que a imprensa francesa descreveu como "o roubo do século".
A influenciadora americana de 44 anos chegou ao tribunal no centro de Paris às 13h30 locais (8h30 em Brasília) acompanhada de sua mãe, Kris Jenner.
"Quero agradecer a todos, especialmente às autoridades francesas, por me permitirem testemunhar e contar a minha verdade", disse Kardashian ao chegar.
"Eu tive certeza de que iria morrer naquela noite", disse, em meio a lágrimas e soluços, e que implorou aos seus agressores. "Eu disse a eles: 'Vocês podem levar tudo, mas eu preciso ir para casa. Tenho filhos. Por favor.'"
Quase 500 jornalistas, muitos estrangeiros, estão credenciados para o julgamento.
"Vim a Paris para a Semana de Moda", disse Kardashian ao tribunal enquanto contava detalhes do assalto de outubro de 2016 em um hotel exclusivo e discreto no centro de Paris.
Ela contou que estava em seu quarto quando ouviu passos e viu várias pessoas entrando, que ela pensou serem policiais, já que estavam uniformizados. Kardashian disse que um dos ladrões disse a palavra "anel" em inglês (ring) várias vezes, com um forte sotaque francês.
A princípio, "não entendi que se referia às minhas joias". Então, os mascarados encontraram o anel de diamante de € 3,5 milhões (R$22,08 milhões), presente do rapper Kanye West, seu então marido.
- "Iriam atirar" -
Kardashian, então com 35 anos, foi mantida sob a mira de uma arma, amarrada e amordaçada. Essa violência a fez pensar que poderia ser estuprada.
"Eu tinha certeza de que iriam atirar em mim, então rezei pela minha família", contou a celebridade.
No banco dos réus estão, em sua maioria, homens entre 60 e 70 anos de idade, com antecedentes criminais.
Eles respondem a apelidos como "Velho Omar" ou "Olhos Azuis", que remetem a ladrões do cinema noir das décadas de 1960 e 1970.
"São uma equipe", disse o investigador Michel Malecot. "Mas cometeram alguns erros", como deixar rastros de DNA que permitiram sua identificação.
Aomar Ait Khedache, conhecido como "Velho Omar", de 68 anos, admitiu ter amarrado Kardashian, mas nega ser o mentor do crime.
Malecot disse que um homem chamado Gary Madar, irmão do motorista de Kardashian em Paris, alertou os suspeitos de que a estrela estava "em território francês".
O advogado do suspeito minimizou a acusação, destacando que seus 350 milhões de seguidores sabiam de seu paradeiro.
A noite do roubo poderia ter sido muito diferente. O guarda-costas de Kardashian, Pascal D., correu para o hotel depois que a estrela tentou ligar para ele e depois não atendeu mais o telefone.
Quando a encontrou, Kardashian "estava em um estado terrível. Ela chorava histericamente", disse ele ao tribunal.
O julgamento será concluído em 23 de maio.
burs/jh/sjw/dbh/meb-an/mb/jc/aa
A.Ruegg--VB