-
A Rússia um Estado terrorista, ameaça a paz mundial
-
Atrizes da série 'As Panteras' celebram 50 anos de estreia da série
-
Líder opositora taiwanesa visita a China
-
Soldado australiano detido por supostos crimes de guerra no Afeganistão
-
Hungria se prepara para votar em eleições legislativas, com Orban por um fio
-
Vice-presidente dos EUA viaja à Hungria para apoiar Orban
-
Astronautas da Artemis II passam por lado oculto da Lua e se preparam para eclipse solar
-
Astronautas da Artemis II se tornam os seres humanos que chegaram o mais distante da Terra
-
A dupla operação dos EUA para resgatar aviadores no Irã
-
Napoli vence Milan e assume vice-liderança do Italiano; Juventus encosta no G4
-
Cratera lunar é batizada em homenagem a mulher do comandante da Artemis II
-
Morre Craig Reedie, ex-presidente da Agência Mundial Antidoping
-
Trump afirma ser mais popular do que qualquer outro político na Venezuela
-
Trump ameaça destruir 'todo' o Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto
-
Astronautas da Artemis II se tornam primeiros a ir aonde nenhum outro jamais esteve
-
Semana de jogaços: começam as quartas de final da Liga dos Campeões
-
Presidente mexicana afirma que comitê da ONU ignorou as conquistas de seu governo em direitos humanos
-
Congressistas democratas dos EUA denunciam 'bombardeio econômico' contra Cuba após visitar Havana
-
Milei recebe Kast após captura frustrada de ex-guerrilheiro chileno na Argentina
-
Dois complexos petroquímicos foram atacados no Irã após ameaças de Trump
-
Wawrinka cai na 1ª rodada do Masters 1000 de Monte Carlo
-
'Mbappé veio ao Real para jogos como este', diz Arbeloa antes de duelo com Bayern na Champions
-
Tudo o que se precisa saber sobre o sobrevoo lunar da missão Artemis II
-
'Há racistas em todos os países', adverte Vini Jr.
-
'Project Maven', o programa de IA utilizado pelos EUA na guerra contra o Irã
-
Os julgamentos coletivos de El Salvador: a angústia de quem paga 'pelos pecadores'
-
Toque de recolher comercial afeta vida noturna na cidade do Cairo
-
Butcha: Quando os assassinos russos chegaram...
-
O Irão, um Estado terrorista sem direito à existência
-
Irã anuncia novos ataques e alerta para represálias 'devastadoras' após ameaças de Trump
-
Missão Artemis II inicia fase final de aproximação da Lua
-
Poupança de energia no dia-a-dia ou pura extorsão?
-
Direita lidera pesquisas a uma semana das eleições presidenciais no Peru
-
Pepsi e Diageo retiram patrocínio a festival com Kanye West em Londres
-
O que se sabe sobre a corrida para resgatar um piloto americano no Irã
-
Inter goleia Roma (5-2) e segue firme na liderança do Italiano
-
Cristãos libaneses celebram Páscoa em solidariedade com o sul em guerra
-
Perri brilha nos pênaltis e Leeds vai à semifinal da Copa da Inglaterra
-
Astronautas contemplam 'Grand Canyon' da Lua antes de sobrevoo histórico
-
Trump parece prorrogar prazo ao Irã para reabrir Estreito
-
St. Pauli desperdiça oportunidade de se afastar do rebaixamento no Alemão
-
Candidato da direita na Colômbia denuncia 'interceptações ilegais' do presidente
-
Imprensa americana diz que EUA percorreu regiões profundas do Irã para resgatar piloto
-
Família real britânica aparece unida em missa do domingo de Páscoa
-
Naufrágio deixa mais de 70 desaparecidos no Mediterrâneo, dizem ONGs
-
Ataques israelenses deixam quatro mortos em Gaza
-
Lyon empata sem gols com Angers e emenda 6º jogo sem vitória no Francês
-
Opep+ volta a aumentar cotas de produção em 206.000 barris por dia
-
Israel recorre à IA para aperfeiçoar seu sistema de alerta de ataques aéreos
-
Trump ameaça desatar 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz
'Project Maven', o programa de IA utilizado pelos EUA na guerra contra o Irã
O programa de inteligência artificial (IA) Project Maven do Pentágono está no centro da campanha militar contra o Irã e é possivelmente uma das transformações mais significativas na guerra moderna.
- O que é o Project Maven? -
O Project Maven é o principal programa de IA do Exército dos Estados Unidos. Foi lançado em 2017 como um experimento para ajudar analistas militares a processar enormes fluxos de imagens enviados por drones.
Os operadores estavam sobrecarregados, forçados a trabalhar cada imagem individualmente para localizar elementos de informação que podiam aparecer por apenas uma fração de segundo.
Oito anos depois, o programa teve uma ampliação considerável. Tornou-se um sistema de orientação assistida por IA e de gestão do campo de batalha, que multiplicou a velocidade da execução do que na guerra se conhece como "cadeia de ataque" ("kill chain"), processo que vai da detecção até a destruição.
- Como funciona? -
O projeto combina funções de controle aéreo de combate e de cabine de pilotagem.
O diretor do Wadhwani AI Center, Aalok Mehta, descreve este sistema como "uma sobreposição" que funde dados de sensores, imagens de satélite e informações sobre forças amigas e inimigas.
O especialista explica que Maven analisa em alta velocidade imagens de satélite para detectar movimentos ou identificar alvos, ao mesmo tempo que "elabora um quadro instantâneo do teatro de operações" para determinar o melhor plano de ataque.
O projeto transforma "como por mágica" uma ameaça detectada em um processo de seleção de alvos, avalia as soluções disponíveis e apresenta ao comando uma gama de opções, descreveu um funcionário do Pentágono durante uma recente demonstração on-line.
O surgimento da IA generativa nos últimos três anos representou um salto ao permitir a interação com o sistema em linguagem natural, facilitando o uso desta tecnologia para além dos técnicos do Exército.
Tal capacidade é fornecida pelo modelo Claude, da Anthropic, mas talvez não por muito tempo. A start-up americana foi sancionada pelo Pentágono após recusar o uso de suas ferramentas de IA para ataques totalmente automatizados ou para a vigilância de cidadãos dos Estados Unidos.
- Por que o Google disse 'não'? -
As questões éticas em torno da IA eram delicadas desde os primeiros anos do programa, quando o Google era o fornecedor original.
Em 2018, mais de 3.000 funcionários da empresa assinaram uma carta aberta para denunciar que o contrato ultrapassava uma linha vermelha. Vários engenheiros pediram demissão.
O Google depois se recusou a renovar o contrato e publicou uma carta ética sobre IA que excluía qualquer participação em sistemas de armamento.
Este episódio evidenciou uma linha divisória no Vale do Silício, entre engenheiros que o consideram um limite ético intransponível e comandantes militares que o veem como indispensável.
Entretanto, o Google acabou de eliminar suas restrições e anunciou que se envolverá mais em contratos militares.
A companhia, assim como a OpenAI, principal rival da Anthropic, e a empresa xAI de Elon Musk competem para substituir o Claude no Maven, indicou o Pentágono.
- Qual o papel da Palantir? -
Palantir, uma empresa fundada em parte graças a fundos ligados à CIA e originalmente construída em torno do setor de inteligência, ocupou em 2024 o lugar deixado pelo Google.
Desde então, se tornou a principal fornecedora do Project Maven, e sua tecnologia de IA constitui o coração operacional do programa.
Para o seu CEO, Alex Karp, o mundo agora se divide em dois: entre quem tem e quem não tem essa tecnologia.
Segundo ele, um sistema que reduza o tempo da "cadeia de ataque" a poucos segundos é capaz de tornar um adversário obsoleto.
- Quais são os resultados até o momento? -
O Pentágono e a Palantir se recusaram comentar sobre o desempenho do Maven na guerra com o Irã.
O ritmo sustentado dos ataques americanos mostra que o projeto provavelmente acelerou o processo de seleção de alvos e de disparo.
Nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro, as forças americanas atingiram mais de mil alvos.
O ataque mortal que atingiu nesse dia uma escola instalada em um antigo prédio militar faria parte deste número, segundo o cruzamento de informações de vários veículos de comunicação. O Pentágono abriu uma investigação sobre o caso.
N.Schaad--VB