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Especialistas e famosos pedem fim do desenvolvimento da superinteligência artificial
Mais de 700 cientistas, personalidades políticas e famosos, entre eles o príncipe Harry, pediram, nesta quarta-feira (22), que se ponha fim ao desenvolvimento de uma inteligência artificial (IA) que possa superar as capacidades humanas.
"Fazemos um apelo para que se detenha o desenvolvimento de uma superinteligência até que haja consenso científico para construí-la de forma controlada e segura e enquanto não houver o apoio da população", indica a página da iniciativa lançada pela Future of Life Institute, uma organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos e que alerta sobre os efeitos prejudiciais da IA.
Entre os signatários estão vários criadores da IA moderna, como Geoffrey Hinton, Nobel de Física em 2024; Stuart Russell, professor de informática na Universidade da Califórnia em Berkeley; e Yoshua Bengio, professor da Universidade de Montreal.
A lista também inclui personalidades de destaque no mundo da tecnologia, como Richard Branson, fundador do grupo Virgin, e Steve Wozniak, cofundador da Apple; figuras políticas como Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano, Donald Trump, e Susan Rice, conselheira de segurança nacional durante o mandato de Barack Obama. Também assinam a iniciativa lideranças religiosas como Paolo Benanti, assessor do papa e principal especialista em IA do Vaticano, e famosos como o cantor americano will.i.am, e o príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle.
A maioria das grandes empresas de IA busca desenvolver a inteligência artificial geral (IAG), uma etapa na qual esta tecnologia igualaria todas as capacidades intelectuais dos humanos, mas também a superinteligência, que iria além.
Para Sam Altman, diretor-geral da OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, o limiar da superinteligência poderia ser alcançado no prazo de cinco anos, segundo declarações suas em setembro.
"Tanto faz que seja dentro de dois ou quinze anos, construir algo assim é inaceitável", disse à AFP Max Tegmark, presidente do Future of Life Institute, para quem as empresas não deveriam trabalhar neste tipo de projeto "sem nenhum marco regulatório".
"É possível ser favorável à criação de ferramentas de inteligência artificial mais potentes, por exemplo, para curar o câncer e, ao mesmo tempo, ser contra a superinteligência", acrescentou.
M.Schneider--VB