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Navio de guerra russo realiza manobras com fogo real no Canal da Mancha
Um navio de guerra russo realizou na segunda-feira manobras com fogo real no Canal da Mancha, em frente à costa de Plymouth, informou o Ministério da Defesa britânico nesta terça-feira (21).
O novo ministro britânico da Defesa, Wes Streeting, qualificou como "irresponsáveis" estas manobras, realizadas a cerca de 40 milhas náuticas (75 km) de Plymouth, informou um porta-voz.
"Não é a primeira vez que a Rússia age desta forma e, francamente, isto é só a ponta do iceberg das ameaças cotidianas que (o Reino Unido) enfrenta, assim como nossos aliados", declarou Streeting, designado na segunda-feira titular da pasta da Defesa pelo novo primeiro-ministro trabalhista, Andy Burnham.
O Ministério detalhou que o navio russo havia informado previamente ao navio-patrulha britânico HMS Tyne, que se encontrava na área, sua intenção de realizar esses disparos e pediu que se colocasse a uma distância mais segura.
"A Royal Navy (Marinha britânica) supervisionou o exercício, continua acompanhando de perto a atividade do navio e está preparada para proteger a segurança do Reino Unido", acrescentou o porta-voz do Ministério da Defesa.
As manobras ocorreram no mesmo dia em que o novo primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, assumiu o poder em um contexto de tensões crescentes com a Rússia no Canal da Mancha e, em geral, nas águas do norte da Europa.
Em meados de junho, forças britânicas interceptaram um petroleiro pertencente à chamada "frota fantasma" russa no Canal da Mancha.
Dois dias depois, um veleiro com matrícula britânica informou que havia recebido tiros de advertência efetuados por um navio de guerra russo enquanto navegava perto da Ilha de Wight (no sul da Inglaterra), embora fora das águas territoriais do Reino Unido.
O então primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também trabalhista, classificou a ação como "imprudente", enquanto o Ministério da Defesa russo assegurou que o veleiro estava se aproximando "perigosamente" da fragata.
Moscou informou, nesta terça-feira, que não alimenta "nenhuma esperança" de que as relações com Londres melhorem após a chegada ao poder de Andy Burnham, que anunciou na segunda-feira seu apoio "100%" à Ucrânia no conflito armado que o país mantém com a Rússia.
L.Stucki--VB