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Líder de partido anti-imigração britânico renuncia para forçar eleição parcial
Nigel Farage, líder do partido anti-imigração britânico Reform UK, anunciou, nesta terça-feira (7), sua renúncia como deputado para se candidatar a uma eleição parcial antecipada, uma aposta arriscada após semanas de controvérsia sobre suas finanças.
"Decidi que o povo de Clacton deve julgar minhas ações", disse ele, referindo-se à circunscrição eleitoral no sudeste da Inglaterra que representou por dois anos.
"Esta será uma eleição parcial do povo contra o establishment", acrescentou em um pronunciamento televisionado.
A decisão ocorre após semanas de controvérsias em torno de sua situação financeira, após reportagens da imprensa revelarem que ele se beneficiou de generosas doações de empresários ricos, as quais não declarou.
O Parlamento britânico abriu uma investigação em maio contra Farage por não declarar uma doação de 5 milhões de libras (US$ 6,6 milhões ou R$ 34 milhões) que recebeu antes de anunciar sua candidatura para as eleições legislativas de julho de 2024.
Segundo o jornal The Guardian, que noticiou o caso no final de abril, o político de extrema direita, que inicialmente havia descartado a candidatura às eleições legislativas, mudou de ideia poucas semanas antes da votação, após receber uma doação do magnata tailandês-britânico das criptomoedas Christopher Harborne.
Farage, de 62 anos, justificou a omissão da doação alegando que, como não era deputado na época, não era obrigado a fazê-lo, já que se tratava de uma contribuição "puramente privada" e "de forma alguma política".
Mas o Sunday Times revelou no fim de semana que ele também teria recebido, durante o ano anterior às eleições, serviços de segurança, hospedagem e gestão de redes sociais, tudo financiado por outro empresário das criptomoedas, George Cottrell.
Esse aristocrata passou vários meses na prisão nos Estados Unidos por fraude cibernética.
As tentativas de Farage de se defender só alimentaram a controvérsia e o homem que antes era onipresente na mídia e nas redes sociais agora se mostra muito mais discreto.
O.Schlaepfer--VB