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Presidente do Chile propõe aumentar penas contra crime e reforçar controle migratório
O presidente do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, anunciou, nesta segunda-feira (1º), que vai apresentar um projeto de lei para reforçar o controle migratório e aumentar as penas contra o crime organizado, em sua primeira prestação de contas ao Congresso.
Kast, um advogado de 60 anos, assumiu o poder em março com a promessa de adotar uma linha-dura contra a criminalidade e a imigração irregular. Mas a falta de anúncios em seus primeiros meses de governo diminuiu sua popularidade.
"Temos que atacar esse crime organizado e ampliar drasticamente as penas associadas à delinquência", disse Kast no Congresso em Valparaíso, a 120 km de Santiago.
A alguns quilômetros dali, a polícia entrou em confronto com uma centena de manifestantes que protestavam contra os cortes orçamentários anunciados pelo governo.
Em um discurso televisionado, Kast afirmou que suas prioridades serão "fortalecer a segurança", a "reativação econômica" e a geração de "milhares de empregos".
Embora o Chile seja um dos países mais seguros da região, na última década houve um aumento dos homicídios e sequestros, segundo o governo atual, com a chegada de grupos criminosos estrangeiros, com o venezuelano Tren de Aragua.
Kast anunciou que mobilizará operações policiais em 50 bairros "contra os mercados ilícitos e o crime organizado" nas próximas semanas.
"Parece-me necessário que se intervenha nos bairros mais complicados. Mas ao mesmo tempo, não é suficiente para mim (...) O que importa são os resultados", disse à AFP Marta González, uma aposentada de 68 anos no centro da capital.
O presidente também promoverá um registro de "vândalos" para aqueles que atacam a polícia, funcionários da saúde ou danificam monumentos, e vão perder benefícios como a gratuidade universitária ou uma aposentadoria do Estado.
Para cumprir sua questionada proposta de expulsar 330.000 imigrantes irregulares, Kast tentará "fortalecer o controle migratório, a capacidade de expulsão efetiva e ampliar os prazos de retenção" de pessoas sem documentos, que atualmente é de cinco dias.
Seu plano também incentivará "a saída voluntária de imigrantes ilegais que estão no Chile", sem detalhar como o processo será executado.
Também proporá ao Congresso "uma redução real e ordenada de ministérios", sem informar quantas das 25 pastas atuais serão eliminadas.
N.Schaad--VB