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Esquerda questiona uso de camisa da seleção da Colômbia como símbolo político
O candidato da esquerda à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, acusou, nesta segunda-feira (1º) seu adversário, Abelardo de la Espriella, de ter "roubado" a camisa da seleção de futebol do país, transformada em símbolo de apoio ao ultradireitista.
Assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), que transformou a camisa da seleção brasileira em um símbolo da direita, De la Espriella veste a camisa tricolor a poucos dias da Copa do Mundo da América do Norte-2026.
"O senhor De La Espriella tem como costume roubar as coisas. Agora, rouba a camisa da Seleção da Colômbia", disse Cepeda, no dia seguinte do primeiro turno, liderado pelo advogado milionário, representante da extrema-direita.
Este 'outsider' da política, de 47 anos, teve uma ascensão meteórica com a promessa de adotar a linha-dura na segurança pública, um discurso que tem rendido vitórias para a direita em toda a América Latina.
Ele obteve 43,7% dos votos contra 40,9% para Cepeda, senador aliado do presidente Gustavo Petro e favorito nas pesquisas. Os dois se enfrentarão no segundo turno, em 21 de junho.
Durante um comício na noite de domingo, De la Espriella, sua esposa e os quatro filhos do casal vestiram a camisa amarela da seleção colombiana em plena efervescência no país pela iminência da Copa do Mundo.
A Colômbia jogará a primeira partida do Mundial em 17 de junho contra o Uzbequistão.
Desde "quando a Seleção da Colômbia é patrimônio da campanha do senhor De la Espriella?", questionou Cepeda, de 63 anos, durante uma coletiva de imprensa que deu a largada para sua campanha para o segundo turno.
Consultado pela AFP, David Quitian, antropólogo especializado em esporte, afirmou que De la Espriella busca unir "a paixão esportiva com a paixão política".
Muitos de seus apoiadores assistiram aos atos de campanha vestindo a camisa da seleção.
Catalina Devia, uma publicitária de 42 anos apoiadora do candidato, vestia uma quando foi votar no domingo. Segundo ela, foi um gesto de "patriotismo".
Após um pedido de pronunciamento por parte de Cepeda, a Federação Colombiana de Futebol pediu para "manter" a entidade "à margem dos debates políticos ou eleitorais".
N.Schaad--VB