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Palácio presidencial francês é alvo de buscas em investigação sobre corrupção
Investigadores anticorrupção realizaram uma operação na quinta-feira no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, no âmbito de uma investigação sobre a organização das homenagens a grandes personalidades no Panteão, informou a Procuradoria Nacional Financeira (PNF) à AFP nesta sexta-feira (22).
Em 14 de abril, investigadores e magistrados da PNF já haviam tentado, sem sucesso, realizar uma busca no Eliseu, em meio à investigação iniciada em 2025 por "favorecimento, tomada ilegal de interesses, corrupção e tráfico de influências".
Na ocasião, foi dito aos investigadores que, segundo a Constituição, os espaços ligados à presidência gozavam de "inviolabilidade", razão pela qual sua entrada não foi autorizada, explicou então o procurador Pascal Prache.
As novas operações de busca "foram precedidas de trocas institucionais para permitir seu desenrolar", indicou nesta sexta-feira a PNF, confirmando uma informação do jornal Le Monde.
A presidência francesa informou à AFP que autorizou as investigações porque o procedimento "não tem como alvo" o presidente Emmanuel Macron e foram dadas garantias para o respeito ao "sigilo de defesa nacional".
A Justiça investiga as condições de adjudicação das cerimônias de entrada no Panteão — monumento parisiense que homenageia as grandes figuras da França — à empresa Shortcut Events por 22 anos.
Atualmente, cabe aos presidentes decidir quais personalidades passam a integrar o monumento.
Segundo o semanário Le Canard Enchaîné, que revelou o caso, cada "panteonização" custa "cerca de dois milhões de euros" (13,7 milhões de reais, na cotação atual).
K.Sutter--VB