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'Late Show' de Stephen Colbert chega ao fim em meio a tensões com Trump
Paul McCartney liderou um elenco de estrelas no episódio final do programa "The Late Show", apresentado por Stephen Colbert e cancelado pela emissora CBS em meio a tensões com o presidente Donald Trump.
O programa, que Colbert apresentava desde 2015, sai do ar depois que o comediante ironizou o canal por um acordo para indenizar Trump em 16 milhões de dólares por supostamente editar de forma "maliciosa" uma entrevista com sua rival democrata nas eleições de 2024, Kamala Harris.
Colbert chamou o acordo de "suborno bem gordo".
A CBS insistiu que a decisão de cancelar o "The Late Show with Stephen Colbert", líder de audiência em seu horário, foi puramente financeira.
Além disso, a empresa alegou que foi coincidência a medida ter sido anunciada enquanto a controladora da CBS, a Paramount, tentava obter autorização do governo para sua fusão de 8,4 bilhões de dólares com a Skydance Media.
Trump, que não foi mencionado por Colbert na última edição do programa, comemorou o fim do "Late Show".
"Colbert finalmente está fora da CBS. Impressionante que ele tenha durado tanto tempo!", publicou na plataforma Truth Social.
"Sem talento, sem audiência, sem vida. Ele parecia uma pessoa morta. Você poderia pegar qualquer um na rua e seria melhor do que esse completo idiota. Ainda bem que ele finalmente se foi!", acrescentou o presidente.
Nas semanas que antecederam a despedida, Colbert, 62 anos, pareceu apagado em alguns momentos, sem a sua alegria habitual.
Na quinta-feira, ele disse ao público: "Estávamos aqui para cobrir as notícias com vocês, e não sei quanto a você, mas eu com certeza senti isso".
McCartney cantou o sucesso dos Beatles "Hello, Goodbye" diante de um teatro Ed Sullivan lotado, em Nova York, onde o grupo britânico se apresentou em 1964, quando fez sua estreia nos Estados Unidos.
"Nós pensávamos que a América era simplesmente a terra da liberdade, a maior democracia. Era. Ainda é, espero", disse ele, apontando para Colbert.
O programa teve participações especiais dos atores Tim Meadows, Paul Rudd, Ryan Reynolds e Bryan Cranston.
Quem não apareceu foi o papa Leão XIV, personalidade que o comediante, um católico devoto, mencionava como seu convidado dos sonhos.
"O papa, que definitivamente era meu convidado esta noite, cancelou", brincou.
Os apresentadores de talk-shows noturnos das principais emissoras dos Estados Unidos provocaram a ira de Trump por suas críticas ao presidente, que os acusa de um suposto viés liberal.
Um dos colegas de Colbert, o humorista Jimmy Kimmel, teve o programa brevemente suspenso em setembro de 2025 por sua emissora, a ABC, após queixas por um comentário que fez sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
K.Hofmann--VB