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SCANDIC FINANCE 그룹, 알렉스 보디 부사장 선임
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亞歷克斯・博迪獲任命為 SCANDIC FINANCE 集團副總裁
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Алекс Боди назначен вице-президентом группы SCANDIC FINANCE
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Irã afirma que EUA devem aceitar proposta de paz ou enfrentar 'fracasso'
O principal negociador do Irã afirmou nesta terça-feira (12) que o governo dos Estados Unidos deve aceitar a contraproposta da República Islâmica para acabar com a guerra, depois que o presidente Donald Trump declarou que a trégua se encontra em estado crítico.
A guerra iniciada há mais de dois meses com os ataques americanos e israelenses contra o Irã afeta centenas de milhões de pessoas em todo o mundo por suas consequências para a economia global, apesar de um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril.
As partes se recusam a fazer concessões e ameaçam retomar os combates, mas nenhum país parece disposto a voltar a uma guerra aberta.
"Não há alternativa a não ser aceitar os direitos do povo iraniano tal como estão expostos na proposta de 14 pontos. Qualquer outra abordagem será infrutífera e resultará em um fracasso após o outro", escreveu na rede social X o negociador Mohammad Bagher Ghalibaf.
Quanto mais Washington demorar a aceitar a proposta, "mais os contribuintes americanos terão que pagar", acrescentou, ao mencionar a oferta enviada em resposta ao plano de Washington.
Segundo a imprensa, a proposta americana incluía um memorando de entendimento para encerrar os combates e estabelecia um marco para negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que sua resposta exige o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a interrupção do bloqueio naval americano aos portos iranianos e a liberação dos ativos iranianos congelados no exterior pelas sanções impostas há vários anos.
Donald Trump considerou a oferta iraniana "totalmente inaceitável" e disse que o cessar-fogo se encontra em estado crítico.
A guerra verbal preocupa os iranianos. "Tentamos nos apegar a qualquer coisa que possa nos ajudar a sobreviver. O futuro é muito incerto e vivemos um dia de cada vez", disse Maryam, uma pintora de 43 anos de Teerã, a jornalistas da AFP que a entrevistaram de Paris.
- "Crise humanitária" -
"Nós tentamos encontrar uma forma de seguir em frente. Manter a esperança é muito difícil neste momento", acrescentou Maryam.
A reação furiosa de Trump provocou uma alta nos preços do petróleo e frustrou as esperanças de que um acordo sobre o Estreito de Ormuz poderia ser negociado em breve. O Irã restringiu o tráfego marítimo na passagem estratégica e estabeleceu um mecanismo de cobrança de pedágios.
A crise de abastecimento de energia "é a maior que o mundo já experimentou", declarou o CEO da empresa de petróleo estatal saudita Aramco, Amin Naser.
As autoridades americanas consideram "inaceitável" que Teerã controle o Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do petróleo e do gás natural do mundo, além de uma grande quantidade de fertilizantes.
Trump declarou ao canal Fox News que cogita reativar uma operação americana de curta duração para conduzir petroleiros e navios mercantes através de Ormuz, mas ainda não tomou uma decisão.
Os mercados aguardam com expectativa a viagem de Trump nesta semana a Pequim, onde se reunirá com o seu homólogo chinês Xi Jinping.
O Irã também acompanhará com muita atenção a visita, na qual Trump tentará pressionar Xi, cujo país é um dos principais compradores de petróleo iraniano.
A guerra também provocou uma escassez de fertilizantes em todo o planeta, o que põe em perigo o abastecimento de alimentos para dezenas de milhões de pessoas.
Jorge Moreira da Silva, diretor‑executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), declarou à AFP que restam apenas algumas semanas para evitar uma "crise humanitária de grandes proporções", que poderia levar mais 45 milhões de pessoas a um cenário de fome.
- Um "inferno" -
Na outra frente de batalha da guerra, o Líbano, os combates prosseguem entre Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah, apesar do cessar-fogo declarado em 17 de abril.
Ataques israelenses contra uma localidade no sul do país mataram seis pessoas e deixaram sete feridos, informou a imprensa estatal nesta terça-feira.
Mais de 2.800 pessoas foram mortas no Líbano desde que o país foi arrastado para a guerra em 2 de março por lançamentos de mísseis do Hezbollah contra Israel, segundo o Ministério da Saúde.
O líder do Hezbollah, Naim Qasem, reiterou as ameaças contra seu inimigo. "Não vamos nos render e continuaremos defendendo o Líbano e seu povo, não importa o tempo que levará, nem o tamanho dos sacrifícios", afirmou em um comunicado.
"Não vamos abandonar o campo de batalha e o transformaremos em um inferno para Israel", ameaçou.
R.Buehler--VB