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Алекс Боди назначен вице-президентом группы SCANDIC FINANCE
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Irã, ingressos, transporte... A Copa do Mundo de 2026 e sua série de polêmicas
Faltando um mês para o início da Copa do Mundo, a organização do torneio enfrenta uma série de polêmicas, desde a participação do Irã, em guerra com os Estados Unidos, até os preços considerados exorbitantes dos ingressos para os jogos.
- Quebra-cabeça diplomático com o Irã -
Desde o início do conflito no Oriente Médio, no dia 28 de fevereiro, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirma que os iranianos farão seus três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos, apesar de a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) ter pedido para jogar no México.
Depois de dizer que a seleção iraniana não deveria ir aos EUA "pela sua própria segurança", o presidente americano, Donald Trump, finalmente deu sinal verde.
No entanto, alguns membros da delegação não conseguiriam realizar a viagem devido aos seus vínculos com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), braço ideológico das forças armadas iranianas, classificado como grupo terrorista por Washington.
A FFIRI, convidada para uma reunião na sede da Fifa em Zurique antes do dia 20 de maio, pediu "garantias concretas" para poder jogar.
- Ingressos a preços exorbitantes -
Os ingressos para o jogo de abertura custam US$ 875 (mais de R$ 4 mil na cotação atual), enquanto um bilhete para a final custa US$ 11 mil (aproximadamente R$ 54 mil), podendo ser encontrado na plataforma oficial de revenda por até US$ 2,4 milhões (R$ 11,7 milhões).
Esses preços astronômicos provocaram a ira dos torcedores, que registraram uma queixa contra a Fifa, e até o próprio Donald Trump chegou a dizer que "não pagaria" mil dólares (quase R$ 5 mil) para ver um jogo da seleção americana.
Gianni Infantino defendeu sua política de preços, que segundo ele reflete o valor de "mercado". Nos EUA e no Canadá, o preço do ingresso varia de acordo com a demanda e a importância do jogo.
A Fifa também afirma que não interfere na plataforma oficial de revenda, na qual é o revendedor quem determina o preço do seu ingresso.
- Transporte e hospedagem -
Alguns torcedores também terão que desembolsar uma pequena fortuna no caminho até os estádios.
Para quem se hospedar em Nova York, a viagem de ida e volta de trem ao MetLife Stadium, que será palco da final no dia 19 de julho, custará US$ 105 (R$ 514), em comparação com os US$ 12,90 (R$ 63,20) cobrados em tempos normais.
Em Boston, uma ida e volta ao estádio de Foxborough, a 25 quilômetros, custa US$ 80 (R$ 390), dez vezes mais do que o normal.
Outras cidades não vão aumentar o preço do transporte público. Na Filadélfia, o trajeto continua custando US$ 2,90 (R$ 14,20), mas o estádio fica perto do centro.
Os hoteleiros também querem faturar com a Copa do Mundo e o preço das diárias disparou desde o sorteio dos grupos, em dezembro, causando uma queda nas reservas, que ainda estão abaixo das previsões iniciais, segundo a principal organização do setor.
- O desafio de segurança -
Com a expectativa de receber dezenas de milhões de turistas neste verão, a segurança é uma das principais prioridades das autoridades dos países anfitriões.
No México, cerca de 100 mil agentes serão mobilizados para garantir a segurança dos jogos, especialmente em Guadalajara, que viveu uma onda de violência após a morte de um dos chefes do narcotráfico em março.
Nos EUA, organizações de direitos humanos estão em alerta com possíveis operações do ICE, a polícia de imigração, que poderiam ter como alvo imigrantes sem visto e torcedores estrangeiros.
Os torcedores também precisarão estar em dia com a vacinação contra o sarampo, uma doença altamente contagiosa e mortal que se intensificou nas Américas desde 2025.
- Altas temperaturas -
As temperaturas sufocantes e a umidade previstas em algumas regiões dos EUA geraram preocupação em relação à saúde dos jogadores, árbitros e espectadores.
A Fifa tornou obrigatórias as pausas para hidratação durante os jogos, alguns estádios têm ar condicionado e, em certas áreas de alto risco, os jogos serão disputados no início da noite.
Mas em outras sedes, como Boston, os jogos estão agendados para o meio-dia ou para a tarde, para atender aos telespectadores europeus.
As tempestades, frequentes no verão na costa leste dos EUA, são outra fonte de preocupação.
A legislação americana determina a suspensão de jogos em caso de alerta de tempestade, uma questão que já alterou os cronogramas da Copa do Mundo de Clubes no ano passado.
- Concessão de vistos -
Para entrar nos EUA é exigido um visto de turista ou uma autorização eletrônica de entrada, um processo simples e geralmente rápido que se aplica a 42 países.
Para os países que precisam visto, foi criado o "Fifa Pass" para facilitar o agendamento na embaixada americana, embora sem garantir a obtenção do cobiçado documento.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, mais de 14 mil pessoas utilizaram essa opção, e 55 milhões de estrangeiros já possuem um visto de turista válido.
Para os torcedores haitianos, no entanto, a viagem será quase uma missão impossível. Em junho de 2025, Washington suspendeu a emissão de vistos, incluindo os de turismo, para o Haiti.
S.Leonhard--VB